Balanço

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Terminada que está esta sessão legislativa, julgo que será inevitável fazer um balanço do meu trabalho na Assembleia da República. Num ano atípico onde a sessão ficou marcada pela pandemia e que alterou o estilo devida da sociedade também em parte o funcionamento da Assembleia. A adaptação à casa da democracia teve o seu normal período, mas que decorreu de forma tranquila talvez pela experiência acumulada como autarca. Têm sido muitas as questões que tenho levantado em diversas áreas sobre o distrito e mais concretamente sobre as Caldas da Rainha, desde as três matérias crónicas como a Lagoa de Óbidos, Linha do Oeste, e o Hospital das Caldas da Rainha, até àquelas questões que imperativamente se colocam no decorrer dos dias. A matéria das comparticipações dos tratamentos termais foi uma das questões que mais insisti para que se tornasse uma realidade. Estar como deputado é estar ao serviço da população e apresentar propostas e reivindicar melhores condições de vida. De facto, o trabalho efetuado nas comissões de Ambiente, Energia e Ordenamento de Território , comissão de Saúde e comissão de Transparência e Estatuto do Deputados e mais recentemente na comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à atuação do Estado na atribuição de apoios na sequência dos incêndios de 2017 na zona do Pinhal Interior têm sido um desafio interessante na medida que envolve uma necessidade de “mergulhar” nos dossiers para o desempenho cabal da função. O contributo para a apresentação de projetos de resolução, e de propostas de projeto de lei permitem-me dizer com regozijo que me apraz ver o cunho pessoal nesses projetos. Para além dos efeitos da pandemia, e das questões já referidas, dois momentos marcaram a minha presença nesta sessão legislativa, a discussão e votação da “eutanásia” e a mais recente matéria da alteração do regimento da Assembleia da República na qual discordando e declarando tal discordância, cumpri a disciplina de voto nesta matéria. Por outro lado, em articulação com a deputada do partido socialista das Caldas da Rainha temos tentado mover os nossos bons préstimos numa visão suprapartidária para concretizar projetos para o concelho. Assim e esperando que a situação epidemiológica tenha o seu ponto de inversão para breve resta a esperança que a economia, ou seja, que os portugueses ( e os seus empregos e empresas) consigam passar o “ cabo das tormentas” e que o governo tenha a capacidade e sentido de estado para a aplicação dos 15 mil milhões que virão de Bruxelas a fundo perdido. Isto porque a avaliar pela recente distribuição de 15 milhões ( que não se comparam aos 15 mil milhões referidos) para os órgãos de comunicação social, processo que foi claramente “ferido” por falta de critérios e agravado pelo facto de não haver até ao momento a preocupação de apoiar os órgãos de comunicação social regionais, o que em última instância significa que há uma dificuldade de isenção por parte do Primeiro Ministro quando se trata de atribuir apoios. Desejo a todos os um mês de Agosto dentro dos possíveis mas com o cuidado necessário que esta época nos impõem.