Caldense cria baralho de cartas de tarot

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Ricardo Fonseca é o autor do “The Hoping Soul of Lenormand”, um baralho de 36 cartas que conta com ilustração da portuguesa Mitsu e que recentemente começou a ser vendido no mercado russo

O baralho de cartas de tarot The Hoping Soul of Lenormand surge no final de 2019 e é uma concretização do caldense Ricardo Fonseca, tarólogo desde 2014 e que sentiu a necessidade de criar o próprio baralho.
De inspiração “maioritariamente surrealista e com algumas nuances fantasiosas”, o The Hoping Soul of Lenormand tem, também, “uma rica composição cromática”, descreve o autor, em declarações à Gazeta das Caldas.
O baralho conta com ilustrações da artista portuguesa Mitsu. “Todas as ilustrações foram realizadas manualmente com técnica de mistura de aguarelas japonesas e marcadores” e as molduras, “em tons dourados, também concebidas manualmente com um estilo victoriano e um suave toque de arte grega”.

Ricardo Fonseca tomou contacto com as cartas como ferramenta de adivinhação num workshop nas Caldas em 2013

O objetivo é “trazer a cada leitor uma visão mais otimista”, sendo que também pretende “passar mais leveza nas suas interpretações”.
O tamanho das 36 cartas, de maior dimensão, é outra particularidade, sendo que o baralho é acompanhado de um pequeno livro explicativo em Português, Inglês, Francês e Espanhol.
Recentemente o baralho criado pelo caldense começou a ser vendido na Rússia, depois de uma editora desta área o ter descoberto e o ter editado num mercado de grande relevância.
Ricardo Fonseca veio de uma aldeia ribatejana para as Caldas da Rainha com 8 anos, tendo vivido na cidade até 2013.
“Lembro-me de ter sido as primeiras turmas do primeiro ciclo a inaugurar a EBI de Santo Onofre onde ganhei amigos que ainda preservo”, conta.
Também na cidade termal frequentou a secundária Raul Proença e a ESAD. Em 2013 emigrou para Zurique, na Suíça, onde ainda reside. “Naquela época, não trabalhava nesta área e tão pouco estava desperto para estas questões”, recorda.
Foi numas férias nas Caldas, precisamente em 2013, que frequentou um workshop que lhe deu o primeiro contacto com as cartas como ferramenta de adivinhação.
Desde 2016 é o previsor dos signos no Sapo Astral, onde utiliza também o baralho que criou em 2019.

O baralho conta com ilustrações da artista portuguesa Mitsu

Por agora, o caldense não equaciona criar mais baralhos. “É muito ingrato quando não temos suporte e resposta por parte de alguma editora”, faz notar, acrescentando que “todos os custos e o processo de criação e produção é desgastante e muito dispendioso”. Por outro lado, sente que o mercado hoje “está muito saturado”. É que, segundo Ricardo Fonseca, “a cada ano, mais de 100 baralhos de tarot e oráculos novos chegam às lojas em todo o mundo”. ■