Este novo curso vai funcionar no polo caldense da escola

A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) terá um novo curso de Turismo Saúde e Bem-Estar a partir de Novembro. Trata-se de uma oferta formativa, única a nível nacional, na rede das escolas de turismo, que foi apresentada publicamente a 28 de Julho

O hospital termal mais antigo do mundo, pela carga simbólica, foi o cenário escolhido para a apresentação do novo curso, de 300 horas, e que arrancará no início do próximo ano lectivo. Esta nova formação assenta nas áreas do termalismo, talassoterapia e Spa e tem por objectivo ir de encontro às necessidades das empresas, capacitando os profissionais com qualificação adequada.
O director da escola, Daniel Pinto, destacou que, aliada à componente de gestão, há uma aposta em conteúdos programáticos diferentes como a abordagem à medicina tradicional chinesa e técnicas terapêuticas do leste asiático. Numa vertente de ligação à região serão abordadas as técnicas terapêuticas de chocoterapia e vinoterapia, bem como aromaterapia, musicoterapia e algoterapia.
Esta é a terceira oferta ao nível da formação contínua desta escola, depois de em anos anteriores ter apostado nos cursos de Padaria Avançada e Escanção.
Presente na cerimónia, Ana Paula Pais, directora de formação do Turismo de Portugal, realçou as parcerias e envolvência, com a autarquia e outras escolas que também trabalham estas áreas, para definir a oferta complementar à que já existe na cidade e na região. “A cooperação entre o território e o conhecimento é fundamental para nós”, disse a responsável, justificando que quando se desenha um curso é preciso ter em conta as entidades empregadoras e a empregabilidade que este deverá ter.
O secretário-geral da Associação das Termas de Portugal, João Barbosa, considerou que a vertente relacionada com a formação e qualificação dos recursos humanos é “estratégica” para o desenvolvimento do sector do turismo de saúde e bem-estar, onde o termalismo se insere. “É um dos pilares mais importantes para a modernização e inovação do sector”, afirmou, dando nota que actualmente vive-se um contexto “desafiante” para o sector se adaptar e reinventar.
João Barbosa defendeu, ainda, a atractividade do curso para a comunidade, destacando que o currículo vai “muito além” do termalismo, focando-se também na talassoterapia e spa.
Já Hugo Oliveira, vereador do Turismo caldense e vice-presidente da ATP, defendeu que a instalação do curso “tinha que ser nas Caldas”, pela sua importância histórica, localização estratégica e posicionamento. O autarca informou que se está a trabalhar para que o rés-do-chão do Hospital Termal seja aberto a visitas, além da criação de um novo balneário termal.