Mais de 35 anos a montar e desmontar as barracas na Foz

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O casal junto ao seu posto de trabalho, onde passam cerca de 12 horas diárias

Ofélia e José Luís Gomes são um simpático casal que há mais de 35 anos se dedica a alugar barracas de praia na zona da Lagoa. “É um negócio de família, os meus sogros já alugavam aqui barracas há mais de 80 anos”, contou à Gazeta das Caldas Ofélia Gomes, já depois de anotar os pedidos de um cliente num bloco que a própria mandou fazer e no qual tem desenhadas e numeradas as suas barracas.
“Hoje é o primeiro dia e não dá ainda para ter uma percepção”, notou. Ainda assim, o casal, que explora habitualmente 80 barracas, já percebeu uma coisa: com as regras de distanciamento, estimou José Luís, enquanto retirava uma farpa de madeira da mão, “a lotação máxima irá diminuir em cerca de 40%”.
Apesar de poderem alargar a área explorada, queixam-se das pernas para andar mais. “Num dia fazemos quilómetros e quando está o vento Suão até faz voar os paus das barracas”, o que obriga a mais deslocações. “É por isso que os panos são feitos com paredes maiores, para podermos colocar a areia a segurar”, explica o homem.
Todos os dias, o trabalho inicia-se pelas 8h30, sendo que a desmontagem das barracas começa no fim do dia, por volta das 19h30.
A procura é dividida. Cerca de metade dos clientes são da zona, alguns deles mesmo da Foz do Arelho. A outra metade são turistas, portugueses e estrangeiros.
Além das barracas, vendem jornais e revistas, cuja procura “tem vindo a diminuir, mas que ainda se vendem” e também as revistas de passatempos e alguns adereços para os mais esquecidos, como protector solar, um baralho de cartas ou um isqueiro, por exemplo.