Movimento Vamos Mudar quer alicerçar o concelho em rede

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Os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal pelo movimento de cidadãos Vamos Mudar, foram apresentados numa cerimónia no Inatel

O movimento independente apresentou-se, na Foz do Arelho, como uma candidatura de proximidade, onde o índice de felicidade é importante

Caldas da Rainha é hoje “mais desordenada, mais irrelevante e menos atrativa do que foi no passado” disse Vítor Marques, o candidato à Câmara das Caldas, pelo movimento Vamos Mudar, apresentado publicamente no passado domingo, juntamente com os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal.
Para inverter este cenário, o candidato considera que as soluções devem estar alicerçadas numa ideia central que lhes confira coerência e consistência e que expresse uma visão global para o futuro.
No manifesto que apresentou, refere que a candidatura que representa quer “desenvolver o conceito de concelho em rede”, alicerçado num modelo em que todo o território esteja “organicamente” integrado. Um esforço que, considera, deve ser acompanhado pelo desenvolvimento de vias de cooperação com os concelhos vizinhos, tendo em vista uma atuação mais efetiva junto do poder central.
Vítor Marques falou do potencial das freguesias e destacou que durante este mandato pretendem fazer uma descentralização, com “presidências abertas” por todo o concelho. Propõe uma governação de proximidade e, reconhecendo que virão tempos difíceis em resultado da pandemia, uma das tónicas será a justiça social. A governação que propõe assenta em quatro pilares: economia, social, ambiente e governança.
Sobre os elementos que integram as listas do movimento, Vítor Marques disse tratarem-se de pessoas com provas dadas nas suas áreas, que gostam do que fazem e que querem fazer mais pela sua terra.
“Este é um projeto para quatro anos e as pessoas estão disponíveis, enquanto que outros [candidatos] já se apresentam, à partida, com vontade de sair a meio”, disse o candidato que junta pessoas que “vão desde a esquerda à direita”. O presidente da União de Freguesias de Caldas – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório mostrou-se convicto de que “é possível ganhar estas eleições”, pedindo aos munícipes que votem nos projetos e nas pessoas e não apenas nos partidos.
Com a apresentação no dia em que se realizou a rampa da Foz, o cabeça de lista à Assembleia Municipal, António Curado, fez uma analogia do evento à própria candidatura: “também nós queremos arrancar em força, subir a rampa e chegar vencedores”. O médico salientou que a candidatura pretende abrir novos horizontes e considera que no concelho tem faltado alguma participação cívica, o que o motivou para este desafio. É necessário “retirar a participação democrática do espaço enclausurado onde se encontra atualmente no nosso concelho”, disse António Curado. Para o candidato a política deve ser vista não como carreirismo, mas como a defesa de causas, como a do ambiente, a preocupação com o bem-estar social, valorização do território e das áreas paisagísticas protegidas, sustentabilidade da agricultura, apoio à cultura, desporto e atividades associativas, entre outras. Referindo-se à área da saúde, destacou a necessidade de valorização dos cuidados de saúde primários, lutar por um novo hospital e de revitalização do termalismo.
A 6 de junho será apresentada publicamente a lista candidata à Junta de Freguesia da Foz do Arelho, pelas 12h00, junto ao coreto da vila.