Esclarecimento sobre os novos preços da água:

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O preço da água não aumenta 10% para todos escalões
Na sequência da discussão das novas tarifas do preço da água na Assembleia Municipal pode ter ficado a ideia de que o preço da água iria aumentar 10 por cento para todos os consumidores, o que não é verdade.
Assim, importa esclarecer:

1. O preço da água já não é aumentado há quatro anos e entretanto saiu nova legislação que obrigou a fazer alterações com implicações nos preços (Decreto lei194/2009)

2. Os consumidores domésticos com consumos mais baixos vão ter preços ainda mais baixos ou mantêm o valor.

3. Um consumidor doméstico de 9 metros cúbicos por mês aumenta apenas 30 cêntimos.

4. Já um consumidor doméstico de 19 m cúbicos/mês tem um aumento de 1.70 euros (menos de 6 %)

5. Só os consumos domésticos acima dos 25 metros cúbicos passam a ter aumentos na ordem dos 10 %.

6. Os consumos não domésticos (comércio e industria) sobem ligeiramente até aos 40 m cúbicos. Os consumos entre os 40 metros cúbicos e os 600 descem. Superior a 600 metros cúbicos voltam a subir.

7. Nas instituições (porque os preços eram muito baixos) o preço sobe para todos, embora com variações, numa média de 10%.

8. As famílias numerosas que terão os valores reduzidos.
Concluindo:
a) Os consumidores domésticos mais baixos ou descem ou mantêm os preços.
b) No comércio e indústria não haverá aumentos substanciais, em média descem.
c) Todas as instituições terão aumentos, embora com percentagens diferentes, mas a média rondará os 10%.

Ainda assim, e apesar destas alterações, o preço da água (sem custos de saneamento) está entre os mais baixos do País.

Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal das Caldas da Rainha

 

1 COMENTÁRIO

  1. Por muito que a autarquia possa invocar que foi “obrigada” a fazer esse aumento e que até pode haver consumidores não afectados por ele, não é possível esconder que há mais uma série de custos metidos à força na factura de consumo da água que aumentam muito simplesmente em função do novo preço da água.
    Esses elementos com a máscara de taxas são receitas próprias da Câmara (e dos Serviços Municipalizados) e servem, em teoria, para fazer reparações e manutenção. Não existe, no entanto, qualquer tipo de investimento visível na reparação e manutenção da rede de abastecimento e as rupturas (muito frequentes, o que mostra bem o estado da rede) são reparadas com algum desinteresse.
    O aumento do preço da água podia ser menos pesado se essas taxas, absolutamente discricionárias, fossem aliviadas.
    Ao ignorar esta questão, o “esclarecimento” da Câmara é tão manhoso como o comportamento das oposições que – por motivos que se desconhecem – nunca se preocuparam com essa multiplicação ignóbil de custos que em nada beneficia os munícipes.