Trabalhabilidades – Como chegar ao Recrutador?

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Gazeta das Caldas

Quem no dia-a-dia é bombardeado com novos currículos de candidaturas espontâneas, tem uma enorme dificuldade em triar os candidatos que se destacam face aos restantes. Isto porque a quase totalidade acompanha o envio do seu currículo com uma carta de apresentação que em nada apresenta a pessoa por detrás do curriculo.
Não deixa de ser desmotivador para quem recebe esta apresentação perceber que a pessoa não fez a mínima adaptação ao contexto do anúncio: em muitos casos não vê se está a enviar para uma empresa recrutadora ou para a empresa com a vaga disponível. Cartas de apresentação que se iniciam com “Exmo. Sr. Gerente / Administrador / Diretor de RH / Diretor da Qualidade / Diretor de Marketing”, são a regra e não a exceção. Enquanto recrutadores este é o nosso papel: analisar, triar e fazer muitas vezes pouco caso desta introdução. Mas pensamos muitas vezes no lado dos nossos clientes deve surgir muitas vezes a questão: porque é que havemos de investir o nosso tempo a pensar dar uma oportunidade a este pedido de estágio ou a candidatura espontânea, se a pessoa não dedicou 5 minutos a perceber: o que é a empresa, o que faz, como faz e em que medida pode ser uma mais-valia se vier a pertencer a esta equipa.

Feita esta introdução, e porque tantas vezes nos preocupamos em explicar aos candidatos que nos chegam, a importância de fazer um pequeno esforço adicional, deixo alguns pontos de referência a utilizar no futuro.
Ao escrever a carta, tenha atenção:
– Carta descritiva: a carta deve ter uma página no máximo, sendo a informação transmitir em frases curtas e dinâmicas com muitos verbos ativos;
– Personalização: procure saber a quem deve dirigir a carta e adapte-a à função e à empresa a que se está a candidatar;
– Erros Ortográficos: NUNCA!;
– Dados pessoais: Deve incluir os seus dados e contactos tanto na carta de apresentação como no CV;
– Partilhar informação relevante: a idade, condição financeira e hobbies são o tipo de informação que não deve constar na carta, a não ser que estes dados possam aproximá-lo da realidade da empresa. Só funcionam em casos muito específicos, por exemplo, situações em que a vaga de emprego solicita uma competência que adquiriu mediante os seus hobbies;
– Expor as suas competências: é importante invocar as competências que tem relevantes para a vaga;
Deixe uma boa primeira impressão junto do empregador ao enviar uma candidatura concisa, focada e adaptada à cultura da empresa.
As primeiras impressões são as mais importantes e podem fazer a diferença. A carta de apresentação é o seu cartão-de-visita, e será o instrumento para que os recrutadores olhem duas vezes para a sua candidatura ou analisem com mais detalhe o seu CV.

Susana Santos, Partner
susanasantos@humangext.com