Aniversário do museu assinalado no domingo com concertos e exposições

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As celebrações do aniversário decorreram em vários espaços do museu caldense

Museu de José Malhoa celebrou 90 anos com concertos e a inauguração de duas exposições

 

Foi assinalado no domingo, 28 de abril, o 90º aniversário do Museu Malhoa. É também a data de nascimento do pintor naturalista, em 1855. A data foi assinalada com a atuação da Orquestra de Sopros do Conservatório das Caldas da Rainha e do Quarteto de Saxofones da Banda Comércio e Indústria.
As celebrações incluíram as inaugurações das exposições “90 Anos (e mais!)” e de “Acervos em Circulação – 2ª Edição”. Nesta última constam seis obras: uma de Beatriz Lacerda, uma figueiroense que foi uma das últimas alunas de José Malhoa.
Presente está um leque que pertence à coleção de têxteis, foi criado por Maria Augusta Bordalo Pinheiro, irmã de Rafael Bordalo Pinheiro, que foi pintora, decoradora e rendeira. Teve inclusivamente um papel importante na divulgação internacional da renda de bilros.
Presentes estão ainda trabalhos de Soares dos Reis, (escultura), de Raquel Gameiro (aguarela) e uma natureza-morta de Abel Manta.
A mostra exposições “90 Anos (e mais!)” é dedicada à história do próprio museu.
É constituída por três núcleos e nela há referências sobre o pintor caldense, o primeiro diretor António Montês bem como a outras referências da própria história, incluindo o 25 de Abril e o 16 de março.
“A mostra, que não é exaustiva, servirá para o visitante situar o Museu Malhoa num contexto mais geral”, disse Nicole Costa, a diretora dos museus Malhoa, Cerâmica e Joaquim Manso (Nazaré).
A responsável deixou uma nota de agradecimento às equipas dos museus caldenses, pela ajuda nas atividades do aniversário. No núcleo dedicado ao pintor caldense poderá ser apreciado o último quadro que este pintou, “O Desalento”. Pode ser visto um esboço do quadro da Rainha, obra que é a número 1 do inventário do próprio museu. Presentes estão várias fotografias do artista das Caldas que se dedicou ao naturalismo. Nesta mostra, há uma interpelação direta ao visitante que pode deixar escrito “que museu é que gostaria de ter?”. Pretende-se recolher à posteriori quais são as ideias que as pessoas gostariam para a própria instituição.
As duas exposições vão ficar patentes no Museu Malhoa até ao próximo mês de julho. ■