Bailarina mexicana assina performance em Cortém

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Bailarina e artista visual do México fará uma performance na aldeia

A bailarina e artista visual Casilda Madrazo é a convidada do CAU e vai atuar no próximo fim de semana

“Amarillo caminho, amarelo” é como se intitula a performance da artista mexicana Casilda Madrazo que vai ser apresentada na sexta-feira e segunda-feira, dias 11 e 14 de fevereiro, às 14h00, na residência artística do CAU – Cortém Aldeia Urbana. A obra também poderá ser vista no sábado e domingo, dias 12 e 13 de fevereiro, às 15h00, antecipado por um almoço comunitário às 13h00.
A artista fará uma performance de dança, in situ, que percorre a rua da aldeia de Cortém, realçando com o amarelo alguns lugares e objetos, que interessam a esta artista-bailarina.
“Estes lugares, diversos entre si, e que se encontram nas margens do caminho são pistas para sentir o génio da aldeia. Na mitologia romana um Genius Loci é um espírito protetor de um lugar, e nesse conceito se inspira Casilda Madrazo na sua residência artística no CAU”, explica nota sobre esta performance, que se realizará, ao longo do mesmo percurso, em quatro dias seguidos.
O ato de caminhar, o princípio de apresentar lugares e transformar espaços são aspetos que interessam a Casilda Madrazo, nascida na Cidade do México, em 1980, artista visual que começou a sua carreira como bailarina de flamenco. Na mesma nota explica-se que a sua paixão pela busca pessoal levou-a explorar géneros como a dança butoh e as danças históricas e percorrer vários caminhos criativos, desde o “tablaos” e espaços cénicos até às ruas e olhos de água. Colabora com músicos de diversos géneros, artistas visuais, coreógrafos e poetas. Visitou Portugal no ano de 2010 para uma residência artística no Porto e, em 2013, para a apresentar uma peça na Torre dos Clérigos, ambas dirigidas por Paulina Almeida. Nos últimos anos, a mexicana apresentou na Europa a peça “Oedipus Rex” de Robert Wilson.
A residência artística de criação começou a 20 de janeiro faz parte do CAU, dirigido por Filipa Morgado e financiado pela Direção-Geral das Artes.