Caldense cria boneca sobre o Coronavírus

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Estela Costa e a sua última criação, a Corona Girl

A ilustradora caldense Estela Costa desenvolve há quatro anos a sua marca “Falar pelo boonek” e já tem várias criações. O último exemplar é uma “guerreira” que se dedica a combater o coronavírus, tão impactante nas nossas vidas nos dias que correm. A autora falou com Gazeta das Caldas sobre esta Corona Girl e sobre esta colecção, iniciada há quatro anos e que tem exemplares de museus da região, assim como outros como o Papa e Cristiano Ronaldo. Esta artista, formada na ESAD é de Salir de Matos mas actualmente vive em Lisboa

Da sua colecção fazem parte, entre outros,, o cantor Salavador Sobral e o presidente dos EUA, Donald Trump .20

Estela Costa criou o projecto “Falar pelo boonek” há quatros anos. Trata-se de uma colecção de bonecos têxteis que recentemente foi aumentada por uma boonek especial: a “Corona girl”, caracterizada a tentar exterminar o vírus, vestida de camuflado.
“Penso mesmo que esta é uma guerra contra um inimigo invisível e que está a atingir pessoas de todos os patamares sociais”, explica a artista plástica, que é também ilustradora de livros infantis. Ao mesmo tempo, Estela Costa referiu que numa altura em que se pensa na forma de combater as alterações climáticas e assistimos à guerra entre planeta e consumismo, “aparece um vírus que em menos de nada obriga o mundo a parar”.
A sua colecção de booneks começou em 2016 após uma actividade de pais no jardim-de-infância do seu filho. Levou a máquina da costura para o local e pôs as crianças a auto-retratarem-se. “Idealizei um molde e a actividade foi um sucesso”, contou a artista, acrescentando que logo recebeu pedidos para fazer outros bonecos. “Percebi que era uma excelente forma de comunicação”, contou, referindo que fez um boonek para a sua mãe, no Dia da Mãe, e umas semanas mais tarde por causa de Portugal ter ganho o Europeu de Futebol fez “o Cristiano Ronaldo com a taça”. Depois seguiu-se o Salvador Sobral quando ganhou a Eurovisão, o Papa quando veio a Portugal e os pastorinhos quando foram canonizados. A autora ofereceu ao Santo Padre exemplares destes últimos, que hoje se encontram no Vaticano. “Para todas estas situações fiz um boonek, o que tornou o projecto mais visível, pois alguns ficaram virais nas redes sociais, tornando-os mais conhecidos”.
Este projecto “é uma maneira de fazer uma espécie de cartoon mas adaptado ao meu estilo artístico”, visto que se considera uma “ilustradora para crianças”, acrescentou.
A autora aplica-lhes conhecimentos que foi adquirindo ao longo dos anos, como a costura.
Estela Costa foi depois convidada a fazer os seus booneks transformando-os em personagens etnográficos para o Museu da Nazaré e, mais tarde, para os quatro museus oestinos. Há, pois, booneks relativos ao Museu da Cerâmica e Malhoa e também para o Museu de Fátima, onde trabalhou temas religiosos.
“Para isso tive de adaptar os boonek, que eram peças únicas, pintadas à mão sobre tecido, e pensar numa maneira de imprimir as ilustrações em série”, nota.
Há três anos que trabalha com uma empresa no Norte que lhe imprime as ilustrações em tecido. Posteriormente, é a própria autora que faz a confecção.
Estela Costa vai continuar a fazer os seus booneks, assinalando as datas e acontecimentos especiais como o Dia da Mulher, por exemplo.
“Este ano fiz um homem de barba rija que diz não temer as mulheres, numa alusão à Igualdade de oportunidades”, disse a autora, que já desenhou cerca de sete dezenas de booneks. Actualmente podem adquirir-se no CCC nas Caldas e em algumas lojas turísticas. Podem também ser adquiridos por encomenda através da página falarpeloboonek.com ou das redes sociais do Facebook e do Instagram.