CCC lotado no concerto de Ano Novo da BCI

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A BCI convidou músicos caldenses a atuar com o grupo no centro cultural

Auditório esteve “à pinha” no regresso do concerto da banda que inicia a celebração do 75º aniversário

Não cabia mais ninguém no Grande Auditório do CCC, na tarde do dia 7 de janeiro. Gente de todas as idades juntou-se para assistir ao retorno do concerto de Ano Novo da Banda Comércio e Indústria (BCI), que, este ano, assinala o 75º aniversário.
“Foi muito bom poder retomar esta atuação e iniciar em grande as comemorações do aniversário”, disse, no final da atuação, Adelino Mota, o maestro da BCI, acrescentando que o retorno levou vários meses de preparação. “Este concerto é sempre especial para nós, que o fazemos com amor, carinho e entrega”, acrescentou o maestro, que esteve com os seus músicos a ensaiar no centro cultural desde sexta-feira, dia 6.
Na atuação não faltaram conhecidas valsas, polcas e marchas cuja interpretação até foi ritmada com palmas do público, ensaiadas, com rigor, pelo próprio maestro. Do repertório fez parte “Pecten Maximus”, de Nelson Jesus, um dos novos compositores mais premiados da atualidade, que foi executante e professor de saxofone e ofereceu esta peça à BCI. Também se ouviu “Abertura a D. Leonor”, uma peça encomendada pela BCI a Lino Guerreiro, que a compôs em homenagem à fundadora das Caldas, Um dos momentos altos do concerto foi a interpretação do tema “Highland Cathedral”, com a atuação dos convidados Joaquim António Silva e Ana Silva, que trouxeram ao concerto os sons da gaita de foles. Ele é multinstrumentista e toca gaita de foles desde 1985, tendo ensinado a filha, Ana, há uma década. Ambos fazem parte de outros grupos musicais como os Jogralesca, que se dedica à música medieval e do Renascimento e que se ouviu, neste Natal, no Museu Malhoa.
“Foi a primeira vez que atuámos com a BCI e correu muito bem”, referiram os músicos, que chegaram ao palco vindos da plateia e subiram, cada um do seu lado, ao local de atuação. Ambos já conheciam esta peça, que acabou por ser repetida durante esta atuação e fortemente aplaudida pelo público nas duas vezes em que foi interpretada.
A programação de celebração da BCI, que se designa “75 Anos ao Serviço da Cultura”, estende-se a todo o ano. Decorrerá um concerto especial que está a ser calendarizado pelo grupo em conjunto com as entidades da cidade. Margarida Louro, que é docente e também uma das executantes da BCI é ainda a autora do livro que conta o percurso desta banda caldense, rejuvenescida com dezenas de jovens músicos. ■