Centro Artes e Ogiva em rede nacional de arte

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O Centro de Artes, composto por vários museus municipais, faz agora parte da nova rede de arte contemporânea

Os ateliers-municipais caldenses e a principal galeria de Óbidos integram a nova rede de arte contemporânea

O Centro de Artes das Caldas da Rainha e a Galeria NovaOgiva, em Óbidos vão integrar a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), constituída pela DGArtes. Ainda do distrito de Leiria, consta desta primeira listagem o Banco das Artes Galeria, que funciona no antigo edifício do Banco de Portugal, em Leiria.
Estas são três das 58 entidades que dinamizam 66 equipamentos/espaços em 36 concelhos de Portugal continental e também das regiões autónomas .
No primeiro período de candidaturas, que decorreu entre setembro e novembro de 2022, foram submetidos 78 pedidos de adesão.
Segundo nota da DGArtes, após esta primeira fase, o processo de adesão passa a estar aberto em regime de permanência, sem interrupções, para as demais entidades que queiram submeter futuramente os seus pedidos. A adesão a esta Rede é feita de forma voluntária e sob o compromisso das entidades proprietárias ou gestoras de equipamentos culturais, promoverem atividades de valorização e dinamização da arte contemporânea, uma programação cultural própria e atividades de mediação de públicos. A RPAC representa a vontade de priorizar uma política cultural sustentada e de proximidade, que promove a descentralização e desconcentração territorial e um mais amplo acesso às artes. O Centro de Artes – que integra o Atelier-Museu António Duarte, o de João Fragoso, o Museu Barata Feyo, o de Leopoldo de Almeida, o Espaço Concas e os Ateliers-municipais – é uma estrutura municipal que tem como missão preservar o património artístico municipal e apoiar o desenvolvimento das artes no concelho. Para além dos Museus Municipais, que constituem um dos mais significativos núcleos de escultura portuguesa do século XX, integra estruturas criadas pela autarquia nas últimas décadas, que têm como função apoiar a produção artística e promover eventos e atividades de âmbito cultural.
A Ogiva, em Óbidos, foi criada em 1970 pelo escultor José Aurélio. Reabriu em 2005 como galeria municipal, passou a designar-se NovaOgiva e a integrar a Rede de Museus e Galerias de Óbidos. Dedica a programação à arte contemporânea.Em novembro de 2021 foi assinalado o 50º aniversário do espaço com o lançamento de um livro de memórias. Segunda a DGArtes, será divulgado, em abril, o Concurso de Apoio à RPAC com as linhas de apoio destinadas a projetos de coorganização e circulação de exposições, de mediação e de formação. O programa de apoio para 2023 é de dois milhões de euros. ■