Caldas da Rainha recebeu Körper, uma iniciativa inteiramente dedicada às artes performativas e que “invadiu” vários espaços do Centro de Artes, entre os dias 12 e 14 de outubro. Participaram sete autores com seis performances ao longo de duas noites

Os vários espaços do Centro de Artes receberam, entre os dias 12 e 14 de outubro, a Mostra de Artes Performativas Körper. Durante duas noites fizeram parte desta iniciativa sete autores, que apresentaram seis performances que tiveram lugar no Atelier 6 e também no Espaço Concas.
A iniciativa foi levada a cabo pela produtora cultural Patrícia Faustino, anteriormente ligada ao coletivo Eletricidade Estética. A artista plástica, formada na ESAD, obteve apoio do Programa Garantir Cultura para esta realização onde participaram os artistas A.Isa Araújo e Cláudio Sousa, autores que vivem nas Caldas da Rainha.
Estes artistas ligados à ESAD e que escolheram ficar a trabalhar na cidade termal, integraram a mostra de artes performativas com a performance conjunta “Corpo Líquido e Plástico 10,5”, que decorreu na primeira noite do festival, a 12 de outubro.
Não faltou criatividade e irreverência às várias apresentações. Alguns artistas usaram caixas de águas, outros escolheram flores para se expressarem.
A maioria utilizou o próprio corpo como meio e também como recurso expressivo para a sua apresentação autoral.

No primeiro dia marcaram também presença as autoras Ana Battaglia Abreu – que realizou o seu mestrado em Artes Plásticas na ESAD – com “Fragmented Pipe” e Inês Garcias que participou com a intervenção “Fala Barato”. Esta última autora também fez parte da exposição “Dancer-Danger”, que reuniu as obras de alunos finalistas da licenciatura de Artes Plásticas da ESAD e que se dividiu entre as Caldas e Óbidos.
As performances do Körper regressaram aos diferentes espaços do Centro de Artes a 14 de outubro e foi a vez de Carincur apresentar “Echos from a liquid memory”, uma peça transdisciplinar que cruzou performance, concerto e instalação audiovisual.
A performance de Inês Cardoso explorou, em simultâneo, as áreas das artes visuais, sonoras e digitais – a composição musical e visual foi levada ao limite das suas possibilidades, através da manipulação e processamento digital de sons e imagens submersos e propagados através da água.

Evento aconteceu no Atelier 6 e no Espaço Concas ao longo de dois serões

A artista e performer contou com o apoio do colaborador João Pedro Fonseca na instalação audiovisual, no desenho de luz e no vídeo e fotografia.
O autor Lisboa Castella deu posteriormente a conhecer “Viral Body” e, por fim, João H. Pires apresentou “O eu felino – amputações”.
Segundo a coordenadora do evento, que é também fotógrafa, o festival Körper visou a promoção desta vertente da arte “que se vai fazendo por todo o país, pois muitos dos artistas não são das Caldas”. O evento pretendeu “trazer a arte para mais perto da vida”, disse Patrícia Faustino.
A autora pretendeu também “criar estas zonas temporárias de intercâmbio artístico e social” e salientou a importância de, neste período pós confinamento, “poder voltar a estar juntos, rever amigos e a ter boas conversas com muita Arte pelo meio”. ■