Escola Superior de Lisboa no CCC para dançar e falar desta arte

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O coreógrafo João Fernandes durante o ensaio geral da sua peça

Alunos da Escola Superior de Dança apresentaram coreografia a estudantes das Caldas e do Cadaval

“De onde vim? Para onde vou?” assim se intitula a peça coreográfica, seguida de workshop, apresentada e coordenada pela Escola Superior de Dança de Lisboa (ESD), a 9 de maio, no pequeno auditório do CCC. Participaram alunos do segundo ano da licenciatura em Dança que apresentaram o espetáculo ao público infanto-juvenil de escolas das Caldas e do Agrupamento de escolas do 1º ciclo do Cadaval.
O coreógrafo, João Fernandes, renovou esta peça que criou há oito anos e explicou que se trata “de uma peça de dança e que também reflete sobre os diferentes lugares da dança e de cada um de nós”, disse o autor, que é de Leiria, e que já colaborou com o CCC. O coreógrafo contou que a ESD mantém intercâmbio há vários anos com a Escola Vocacional de Dança das Caldas e que colabora regularmente com o seu Grupo Experimental de Dança.
“Achamos pertinente relacionarmo-nos com outras escolas e cidades”, disse o responsável durante uma pausa no ensaio geral da apresentação que teve lugar, a 8 de maio, no pequeno auditório. No dia seguinte houve duas apresentações de “De onde Vim? Para onde vou?” onde participaram 14 bailarinos, seguidos de uma conversa com quem assistiu à dança. A partilha foi coordenada pelos alunos da ESD. A iniciativa – que decorreu no âmbito do Serviço Educativo do CCC – fez parte do Ciclo 5, evento que decorreu de 6 a 10 de maio e que leva a ESD a realizar eventos em vários espaços e cidades. “Chamamos à partilha final, as bolsas educativas”, disse o docente daquela escola. São pois os alunos do segundo ano da Licenciatura em dança que coordenam o debate. Como tal, os intérpretes de De onde Vim? Para onde vou?” passam a “professores” dos estudantes que vieram assistir ao espetáculo e que tanto inclui jovens que dominam os conteúdos da dança e que provêm das escolas de dança como também muitos outros que não os dominam.
“São as chamadas ações de mediação de públicos, algo que muito nos interessa enquanto escola”, disse João Fernandes, o coreógrafo de Leiria que considera o CCC “uma das melhores salas deste país”. ■