Escultura de Umbelina Barros decora balneário termal de Caldas da Imperatriz

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A peça Cidades Irmãs foi criada pela ceramista caldense durante a sua estadia em Santo Amaro da Imperatriz

Santo Amaro de Imperatriz, a cidade brasileira geminada com as Caldas, deu por finalizadas as comemorações do bicentenário da sua fundação no passado dia 18 de Março. A efeméride foi assinalada com a entrega de uma escultura criada pela artista caldense Umbelina Barros, que marca a união entre as cidades dos dois lados do Atlântico.

A escultura Cidades Irmãs, da autoria da ceramista caldense Umbelina Barros, foi instalada na entrada do balneário termal de Caldas da Imperatriz, no Brasil. A peça, com perto de três metros de altura, foi criada durante a estadia da artista naquela cidade brasileira geminada com as Caldas, entre 6 e 11 de Novembro de 2018.
A obra é encimada por uma coroa numa alusão à rainha D. Leonor e à imperatriz Teresa de Bourbon (esposa de D. Pedro II), tem uma pomba que simboliza o Espirito Santo, uma alusão aos 200 anos da fundação da estância termal e as palavras “Caldas”, “Imperatriz”, “cidade”, “termal” e “irmãs”. O monumento serve também de fontanário. Foi colocado no centro de um pequeno lago e em cima de uma torre de seixos, sendo iluminado durante a noite.
“A população de Santo Amaro da Imperatriz recebeu com muito orgulho e admiração, não só a peça, mas também a própria artista que deixou saudades”, disse à Gazeta das Caldas o vereador Juliano Souza da Silva (que participou no processo de geminação com a cidade caldense). O responsável acrescentou que, onde foi instalada, a escultura atrai também os olhares e a atenção dos turistas que se hospedam nos hotéis termais do balneário, e que assim passam a conhecer melhor a história dos dois municípios. 
As comemorações do bicentenário daquela localidade brasileira duraram um ano e compreenderam diversas actividades nas áreas da cultura e termalismo. Logo no início, em Março de 2018 foi lacrada a Capsula do Tempo Comemorativa ao Bicentenário de Caldas da Imperatriz, que será aberta dentro de 50 anos e que contém documentos, objectos, jornais e cartas, uma delas escritas pelo presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, que também esteve presente no evento. Estas comemorações foram destacadas nos meios de comunicação de Santa Catarina e do Brasil, em canais de televisão como a Record e a SBT e jornais de grande circulação como o Notícias do Dia.
Juliano Souza da Silva considera que estas comemorações ajudaram o município brasileiro “no resgate” dos laços históricos com o seu congénere das Caldas da Rainha. Lembra que quando o Hospital Termal de Caldas da Imperatriz foi criado, em 1818, o decreto real mencionava que este seria construído nos mesmos moldes e regido pelos estatutos das Caldas da Rainha. “A corte real recém-instalada em terras tupiniquins, queria ter no Brasil uma espécie de extensão de Caldas da Rainha, ao saber de águas termais de excelente qualidade ao sul do Brasil, decidiu criar o primeiro balneário termal que se tem notícia no novo mundo”, explica o autarca.
Os dois municípios têm previstas mais actividades no âmbito da geminação, como a continuidade do intercâmbio cultural com a deslocação de uma ceramista e um maestro de Santo Amaro da Imperatriz às Caldas da Rainha, provavelmente em Maio. Em Santo Amaro da Imperatriz será criada uma secção na biblioteca municipal para livros de escritores caldenses. 

Banheira há mais de um ano retida no aeroporto

A banheira termal, que saiu das Caldas há mais de um ano, é que ainda não chegou à cidade congénere brasileira onde deverá figurar num monumento. Continua retida na alfândega do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, mas “a situação melhorou e o processo de liberação tem andado”, garante o vereador Juliano Souza da Silva. O autarca informou que o prefeito municipal irá a Brasília nos próximos dias e abordará a questão pessoalmente no Ministério da Agricultura. “Esperamos receber a banheira em breve”, disse o vereador.  
A banheira em mármore, com cerca de 700 quilos encontra-se retida no aeroporto brasileiro desde 10 de Março do ano passado, bloqueada pelo Ministério de Agricultura porque a embalagem em que seguiu é de madeira não fumigada.