Espirais de moedas na Casa Antero

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Moedas de três países vão estar patentes a partir de 8 de outubro

Uma das casas de petiscos mais conhecida das Caldas acolhe, a partir de 8 de outubro, a exposição “Espirais de Moedas” de Carlos Catalogart, pseudónimo do físico Carlos Serra que vive em França mas que passou a juventude nas Caldas da Rainha, onde frequentou o secundário quando a escola funcionava nos Pavilhões do Parque.
É a primeira vez que este autor expõe as suas moedas em Portugal e, por isso, esta é a oportunidade de conhecer “os desenhos dos anversos e reversos dos 175 moedas de escudo que foram criadas por 48 artistas ao longo de 90 anos”, disse Carlos Catalogart à Gazeta.
O autor, que tem grande apreço pela gravura numismática, apresenta as coleções em forma de espiral, possibilitando assim a quem vê as suas moedas poder ter uma noção de conjunto e de sequência temporal, valorizando desta forma a coleção das moedas desde o início da República até à introdução do euro.
Uma das que sobressai no conjunto de moedas comemorativas do escudo, “é a moeda de mil escudos, que data de 1994 dita do lobo ibérico”. Segundo o colecionador, a procura por esta moeda não cessa de aumentar, para além do que seria de esperar dados os exemplares que foram produzidos.
Um total de 142 marcos, cunhados durante os 42 anos da República Democrática Alemã, também marcam presença na mostra. De resto, as espirais destas moedas e o trabalho que Carlos Catalogart fez em volta destas moedas, criadas por 31 artistas, chamaram a atenção e suscitaram debate nas redes sociais, “dada a história recente da separação em 1945 e depois da reunificação em 1989”.
O colecionador tem uma terceira composição que vai poder ser vista na Casa Antero onde dá a conhecer a sua coleção de moedas norte-americanas. Dedica-se a reunir as moedas que são “quarters” – um quarto de dólar – e que foram emitidas por um período de 11 anos.
Sobre estas moedas, o autor contou que a unidade federal é promovida por elementos comuns e, como tal, num dos lados da moeda enquanto que é no seu reverso que exprime-se a singularidade de cada estado norte-americano. A premissa foi, aliás, seguida pela UE quando cunhou os euros.
Estas moedas dos EUA ostentam o perfil de George Washington no seu anverso enquanto que o design reverso mudou frequentemente. Há elementos geográficos, botânicos e zoológicos que são identitários das diferentes regiões. Outros estados escolheram acontecimentos históricos, marca do progresso económico ou personalidades. Os quarters foram produzidos, com interrupções, desde 1796 e consistentemente desde 1831. Carlos Catalogart convida o público caldense a conhecer estas moedas, que tanto gosta de estudar e de organizar.
O autor diz ainda que as Espirais são para continuar pois gostaria de percorrer rotas numismáticas mais antigas, até à origem das moedas na Grécia Antiga.
“As espirais são uma das respostas possíveis aos questionamentos levantados, e haverá provavelmente outros desenvolvimentos para além das espirais”, contou o autor, satisfeito por expôr na Casa Antero, pois considera que a comida e as moedas pertencem ao quotidiano e “é um bom espaço para conhecer as particularidades das diferentes moedas que podem ser analisadas.
Carlos Catalogart, que já expôs as suas moedas em várias localidades francesas, explica que uma moeda bem conservada pode custar algumas dezenas de euros, ao passo que outras, muito raras, podem custar milhares de euros.
A mostra “Espirais de Moedas” está patente até 7 de novembro. ■