Estágio de Orquestra de Sopros reuniu perto de uma centena de participantes

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O grupo de trabalho que uniu músicos e professores das Caldas e também de Seia

Jovens trocaram a pausa das férias da Páscoa por dias de estudo intensivo de música

Ao todo, quase uma centena de jovens músicos, de várias bandas filarmónicas, e de diferentes regiões do país trocaram as férias da Páscoa por aulas intensivas de música. Vieram fazer parte do II Estágio de Orquestra de Sopros, promovido pela Banda Comércio e Indústria (BCI), que decorreu entre os dias 25 e 28 de março, nas instalações da EB de Sto. Onofre.
“Temos também connosco alunos dos conservatórios das Caldas, de Seia e da Academia de Óbidos”, disse o maestro Adelino Mota, responsável pela direção artística do estágio, liderado pelo segundo ano consecutivo por Luís Santos, o presidente da direção da BCI e que é também docente no Conservatório de Seia.
Várias salas da escola caldense passaram a albergar aulas dos diferentes naipes de uma orquestra de sopros. A saber: houve aulas de flauta, de clarinete, de palhetas duplas (oboés e fagotes), de saxofone, de trompa, trombone, trompete, tuba e eufónios e dois docentes para a percussão.
Os estudantes de música, com idades entre os 10 e os 18 anos (houve algumas exceções com um ou outro participante mais velho) estiveram a trabalhar por naipes e foi no palco de CCC que tiveram o seu primeiro ensaio de conjunto, o chamado “tutti”, no dia 27 de março.
“Quisemos trazer às Caldas estes alunos para realizar este intercâmbio que fará parte dos seus currículos”, comentou o maestro, responsável por iniciativas similares que se realizaram nos anos 90, nas Caldas, ligadas ao Conservatório local.
Quem veio de fora ficou instalado com os colegas músicos no pavilhão desportivo da EB que foi transformada numa grande camarata.
Os almoços decorreram na cantina da escola ao passo que os jantares foram assegurados por um conjunto de voluntários, amigos da BCI, que realizaram na sede da banda as refeições dos participantes.

Luís Santos salientou que a logística “é um pouco complicada”, agradecendo a ajuda de toda a equipa. Foram dez professores e pelo menos mais 15 voluntários que ajudaram a realizar este segundo estágio da Orquestra de Sopros.
Gino Silva, da BCI foi um dos professores de percussão que ensinou 10 alunos com idades entre os 10 e os 17 anos e, tal como Beatriz Marques, professora de flauta transversal consideram que participar neste evento “é muito enriquecedor pois o estudo “é intensivo” e também “os faz crescer pessoalmente”. Diana Dias, docente de palhetas duplas, no Conservatório de Seia salientou que lhe faz bem “trabalhar repertório novo e com pessoas diferentes”.
Gazeta das Caldas conversou com vários alunos, de diferentes idades, e todos referiram que estavam a gostar da experiência intensiva de dedicação à música, assim como do convívio entre os participantes. Entre as atividade de lazer houve uma ida ao bowling e, após o jantar, houve noites de karoke e discoteca na BCI. No concerto final no CCC, a 28 de março ,ouviu-se música erudita, canções de música portuguesa, “Recolhas do Zeca” – para assinalar os 50 anos da Revolução -, medleys de António Variações, dos Abba, dos Queen e de filmes como do Star Wars. ■