A história recente da Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro está contada na revista da TAP

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Gazeta das Caldas

O número de Janeiro da Up, a revista que a TAP distribuiu nos seus aviões, traz cinco páginas dedicadas a Rafael Bordalo Pinheiro e à fábrica caldense fundada por este artista. Os anos da crise, a sua compra pela Visabeira e o plano de recuperação posto em prática são o pano de fundo deste artigo, que aparece também traduzido em inglês.

“A luz de Outono entra coada pelas janelas colocadas à altura do tecto e espalha-se pela fábrica nas Caldas da Rainha, uma hora a norte de Lisboa. No ar o burburinho de vozes é abafado por uma mangueira de pressão accionada ali ao lado e pela música de um rádio colocado numa prateleira junto a rãs, gatos, sardinhas, lagostas, andorinhas, jarros em forma de jarros, libelinhas e um sem fim de animais e plantas”.
É com esta descrição da fábrica caldense que começa o artigo assinado por Hermínia Saraiva na revista da TAP. A autora faz uma incursão pelas peças bordalianas ali produzidas e refere as origens desta empresa fundada por Bordalo Pinheiro e o seu filho Manuel Gustavo.
Mas rapidamente chega ao séc. XXI e “aos tempos de sobressalto dos primeiros meses de 2009”. Conta a produçãoo parada, os salários em atraso, as manifestações de trabalhadores e o fecho que parecia inevitável. “Foram dois meses de coração nas mãos, até que, em final de Março, a Visabeira avançou para a compra da empresa nas Caldas da Rainha”, relata a revista que omitiu prudentemente qualquer referência ao papel que o então primeiro-ministro José Sócrates teve nesse processo.