Impulso aposta em concertos e filmes nos meses iniciais de 2022

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Festival caldense continuará apostar em programação regular no CCC

O segundo semestre da programação do Festival Impulso arranca já em janeiro com a eletrónica, a tradição e o fado de Rita Vian e com as novas canções em português dos Cassete Pirata.
A 18 de fevereiro, o Impulso sugere cruzamentos artísticos em parceria com o Grémio Caldense e apresenta o Fumo Ninja composto pelos quatro elementos Norberto Lobo, Leonor Arnaut, Raquel Pimpão e Ricardo Martins e ainda a performance audiovisual Abrupt, que junta o coletivo Berru e o artista sonoro Cláudio Oliveira – Dust Devices.
Em março atua Marinho, cujos segredos se revelam através de canções íntimas, e Manuel Cruz, vocalista, compositor e guitarrista que esteve ligado aos Ornatos Violeta.
Segundo a programação, a 21 de abril, haverá dose tripla com a herança da música tradicional portuguesa no mundo moderno de Ana Lua Caiano, a voz de Vaiapraia do queerpunk para a coragem da música cantada em português. Atuará também Odete, cujo trabalho autobiográfico cruza escrita, música, performance e artes visuais.
O Impulso está a trabalhar com o mestrado em Artes do Som e da Imagem, da ESAD e com o Doclisboa para apresentar, nas tardes destas noites do festival, um ciclo de cinema acompanhado por conversas com realizadores e produtores, alguns internacionais, que vêm às Caldas para participar neste certame.
“Teremos alguns filmes de antigos alunos da escola”, disse à Gazeta Nuno Monteiro, o diretor do festival Impulso, acrescentando que pretendem “envolver cada vez mais entidades locais e mais alunos da ESAD”.
Em 2021 decorreram quinze concertos em sete noites, durante sete meses, que contaram com 2.000 espetadores, no que começou apenas por ser uma alternativa à impossibilidade da realização da 3ª edição do festival Impulso.
“Foi uma ótima aposta, adaptada à pandemia e que contou com boa adesão do público”, disse Nuno Monteiro, acrescentando que a maioria do público é da região Oeste, mas há quem venha de Lisboa e do Porto para assistir às propostas de um festival que está nomeado para os Iberian Festival Awards 2022. ■