José Viegas lança livro “A Terapia do Flamingo”

0
210
A obra retrata memórias do autor e observações do dia-a-dia

Dirigente da associação Ordem do Trevo lançou o seu primeiro livro no Parque D. Carlos I, com uma plateia repleta de amigos e família.

“A Terapia do Flamingo – Crónicas do Quotidiano”, livro da autoria de José Pedro Viegas, foi apresentado no passado sábado, dia 29 de outubro, no restaurante Cais do Parque, no Parque D. Carlos I, em Caldas da Rainha.
A sessão teve início com a atuação da banda Twin Motion, de Rui Vieira e Inês Vieira de Carvalho, e prosseguiu com os discursos de António Marques, de Rui Vieira e da vereadora da Cultura, Conceição Henriques. Todos reconheceram o trabalho de serviço à comunidade caldense do autor e elogiaram a obra, tendo António Marques afirmado tratar-se o livro de “150 páginas agradabilíssimas, umas 43 crónicas”, que “se podem ler numa noite, ao serão”.
O autor explicou que o livro advém já de uma vontade antiga de publicar os textos que há vários anos vem escrevendo de forma “avulsa” e que, desde 2006, publica no blogue “1000 Conversas”, com “quase quinhentos textos”, que refletem as suas observações, experiências e reflexões no quotidiano, com destaque para as memórias de infância no Porto, de onde é natural. A escrita é influenciada pela de António Lobo Antunes.
Durante a pandemia, José Viegas encontrou o ambiente adequado para o trabalho de compilação e edição dos textos, alguns publicados no blogue e outros inéditos, resultando numa obra dividida em cinco partes sob o mote da “Terapia do Flamingo”, que, por sua vez, representa o ato de libertação inerente à escrita e o “voar” atrás dos sonhos.
Agora que a maior serenidade proveniente da idade lhe permitiu a superação da reserva em se expor, que o trabalho de ação social aconselha, a produção literária com vista à publicação não para, e os próximos livros já vão adiantados. Sobre eles, o autor revelou tratar-se de um romance “passado no Porto com uma senhora muito típica” e de um segundo livro de crónicas, um de cujos textos, “Dióspiro”, foi lido e interpretado por Inês Vieira de Carvalho na sessão.