Júri do WPC reuniu no CCC

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O catalão Jaumé Capdevile, o brasileiro Marco Grieco, a francesa Catherine André, António e o belga Pierre Kroll

No passado fim de semana, o júri do World Press Cartoon (WPC) esteve nas Caldas para selecionar os vencedores deste ano

As alterações climáticas, a retirada “apressada” das tropas dos EUA do Afeganistão, a invasão ao Capitólio e a pandemia são alguns dos temas mais retratados entre as propostas que chegaram à organização do WPC.
As Caldas é sede do evento desde 2017, voltará a receber o evento anual do desenho de humor em finais de maio. Trata-se do salão que todos os anos distingue os melhores cartoons publicados no mundo.
Este ano concorreram 700 trabalhos de 303 autores oriundos de 51 países que foram avaliados por um júri presidido pelo cartoonista António Antunes e que incluiu também a francesa Catherine André, o belga Pierre Kroll, o catalão Jaumé Capdevile e o brasileiro Marco Grieco, que é o diretor de arte do Expresso. A edição de 2022 tem enfrentado dificuldades “com os correios e com a alfândegas, e não só de Portugal”, disse António à Gazeta das Caldas, acrescentando que este facto impediu a chegada de algumas propostas em tempo útil. O evento tem sido apoiado pela autarquia caldense com 180 mil euros mas, este ano, a contribuição financeira foi reduzida em um terço, cifrando-se nos 120 mil euros.
“Teremos que reajustar o evento…”, disse o diretor do WPC que acrescentou que a gala anual da iniciativa, que inclui a entrega de prémios “está em risco, assim como a vinda dos vencedores ao certame”. Todos os elementos do júri gostaram da região Oeste e salientaram a importância da realização do WPC.