Kabo leva arte contemporânea ao museu

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A mostra “Revitalização Sustentável” teve inauguração muito participada no Museu de Cerâmica

Ao todo, uma dezena de artistas estão a expôr no Museu de Cerâmica

Na sexta-feira, 16 de junho, ao fim da tarde, estavam cheios de gente os espaços do Museu de Cerâmica. Eram sobretudo jovens que vieram participar na inauguração da mostra coletiva de arte contemporânea,“Revitalização Sustentável”, organizada pela Kabo.
Bianca Boker foi a curadora da serviço que deu a conhecer aos presentes, com detalhe, as propostas artísticas de COA, Eduardo Freitas, Inês Mendes, Inês Paixão, Margarida Lopes Pereira, Pedro Dias, Pedro Rolo, Sara Baptista Silva e Silvestre Quizembe. Alguns autores são das Caldas, outros vieram de outras localidades como Lisboa, Porto ou Évora
“Nesta segunda edição decidimos apresentar as obras de 10 artistas, que refletem sobre a questão da revitalizar as tradições e na aposta na sustentabilidade e que nem sempre são as melhores apostas”, disse Carlos Pedro um dos organizadores desta iniciativa que contou com a parceria do Museu de Cerâmica.
A mostra reuniu propostas de cerâmica e escultura e, na inauguração, ainda contou com a performance “Umbi Umbi” do artista convidado Ale D’Afrique e que uniu a dança à representação com máscaras.
Apesar de terem alguns autores experientes, a mostra também inclui artistas que estão a expor pela primeira vez. Há alguns caldenses e, segundo o organizador, foi feita uma open call que resultou em15 candidaturas artísticas, com a mesma temática, e que vai dar origem a uma segunda mostra da Kabo em 2023.
“O evento está a crescer e a dar corpo a um novo movimento relacionado com a arte contemporânea”, disse Carlos Pedro, finalista da ESAD.CR.
“Tratamos e apresentamos os artistas como se fossem artistas de música”, disse o organizador, acrescentando que a Kabo é uma plataforma que pretende divulgar, catalogar e preservar a cultura contemporânea lusa. E que ainda está interessada em crescer e fazer mais iniciativas do que apenas uma exposição anual. Pretende-se em breve organizar oficinas, podcasts, conversas e aliar também a música. “De modo geral queremos muito continuar a fazer acontecer”. Segundo Carlos Pedro, o Kabo – que teve a sua primeira edição nos Silos tem a intenção de apresentar eventos em vários espaços, dando assim a conhecer as novas propostas contemporâneas a novos públicos. “Vamos apostar mais na divulgação dos projetos pois acontece tanta coisa de várias vertentes artísticas e só precisamos de pensar formas de chegar à comunidade”, rematou o jovem que é também realizador de cinema, já premiado a nível nacional. ■