Lucky Duckies abriram a digressão de 2019 nas Caldas

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Gazeta das Caldas - Lucky Duckies
O reportório fez o público viajar no tempo, até aos anos 50 e 60 do século passado

A banda Lucky Duckies abriu a digressão de 2019 no CCC, na noite do passado sábado. Clássicos como “Shout”, “Quando quando quando”, “Johny B Good” ou “Rock around the clock”, fizeram o público viajar até à América dos anos 50 e 60 do século passado. O grande auditório estava praticamente lotado.

Gazeta das Caldas - Lucky Duckies
A maior parte das pessoas, mesmo que não soubesse os nomes das músicas, reconhecia os temas

O concerto dos Lucky Duckies começou a todo o gás, com as cortinas a abrirem ao som de uma valente gargalhada, os músicos a começar a tocar e o público a acompanhar com palmas. Estava dado o mote para o que seria a actuação: uma noite revivalista. “Tu vuò fà l’americano” e “Sealed with a kiss” antecederam o original da banda “Na língua de Camões”, que foi introduzido com humor pelo vocalista, Marco António, que lembrou as dificuldades de cantar este estilo em português e “não rimar paixão com coração, beijo com desejo e tu com… tu contigo!”, brincou.
Também por isso, na tourné deste ano escolheram colocar poucas músicas em português, até porque em 2018 a maior parte do reportório era em língua portuguesa.
O humor foi uma constante durante o espectáculo. Na introdução de “Chantilly Lace” de Big Boper – um tema que é uma chamada romântica -, Marco António “atende” o Presidente da República, numa brincadeira com a actualidade.
“Speedy Gonzales”, “Blueberry Hill”, “Quando quando quando” e “Shout” colocaram a plateia a dançar nos seus lugares. “Hippy Hippy Shake” foi dedicado aos britânicos que vivem na região Oeste e “La Vie en Rose” à comunidade francófona.
“I Can’t Take my Eyes off You” manteve um clima romântico, mas numa viagem aos Estados Unidos da América de meados do século XX não podia faltar “Johnny B Goode” e “Run Away”.
“Great Balls of Fire” foi dedicado aos bombeiros e “Rock Around the Clock” fechou uma noite memorável já com o público de pé a dançar e a aplaudir.
Já no final, o vocalista Marco António explicou à Gazeta das Caldas que a escolha das Caldas para início de tour esteve relacionada com o facto de nos últimos anos a banda ter trabalhado na região Oeste e ter notado “que o público é mais compenetrado e gosta dos Lucky Duckies pelo seu reportório”.
Depois queriam um espaço fechado e com condições. “O CCC é das melhores casas do país para concertos”, referiu. Assim juntou “uma bela casa, numa bela região”.
O caldense Júlio Madruga veio com a esposa ver uma banda que já tinha ouvido falar, mas que nunca tinha visto ao vivo. “Gostei imenso! Recordava-me das músicas todas! Foi um espectáculo muito simples e eficaz, com boa música”, disse.