Manuela Ribeiro está escrever uma aventura passada nas Caldas da Rainha

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Manuela Ribeiro é caldense e vem à sua terra natal todos os anos

Manuela Ribeiro é natural das Caldas, vive em Lisboa, mas vem todos os anos no Verão à sua cidade natal a convite da Biblioteca para conversar com leitores sobre os seus livros. Autora da colecção de literatura infanto-juvenil “Aventuras de Miguel e Ricardo”, a escritora disse à Gazeta das Caldas que o próximo livro, que já está a escrever, vai passar-se na sua terra natal.

Natacha Narciso
nnarciso@gazetadascaldas.pt

Manuela Ribeiro visitou a sua terra natal a 25 de Julho. A escritora caldense esteve de manhã na Foz, na biblioteca de praia e, à tarde, no parque D. Carlos I. Foi no Céu de Vidro que conversou com 50 crianças da colónia de férias – organizada pela autarquia – sobre os seus livros que se dedicam maioritariamente ao mundo infanto-juvenil.
A escritora nasceu nas Caldas em 1951. O seu pai era funcionário da Caixa Geral de Depósitos e a sua mãe professora do ensino básico tendo leccionado na Tornada e, mais tarde, em Sta. Catarina.
“Saí daqui pequenita”, disse à Gazeta das Caldas, contando que foi morar para Setúbal e depois para Lisboa. Em miúda ainda vinha às Caldas para passar férias em casa de uma tia que também era docente. Mesmo sem ter uma ligação muito forte, a escritora diz que gosta da sua terra e que, por causa dos livros, vem todos os anos às Caldas a convite da biblioteca ou das escolas.
Até 2013, Manuela Ribeiro foi professora de Português, Inglês e Alemão no 2º e 3º ciclos. Conseguia dedicar-se às suas aulas e escrever os seus livros, mas não dava resposta aos muitos convites para apresentar e conversar sobre as suas obras. Por isso, resolveu pedir a reforma antecipada e agora percorre o país de Norte a Sul para dar conhecer o seu mundo ficcional.
“Eu escrevo para gente que me quiser ler”, disse a autora, que reuniu em Março passado uma colectânea de poemas para adultos e que se intitula (des)amores.

Contos para antigas crianças

A caldense tem um projecto designado “Hora do conto para antigas crianças” onde partilha as suas estórias com o público adulto tal como faz aos mais pequenos. Nestas sessões partilha ideias sobre o seu conto “A Plantinha dos meus pais” que fala sobre o tema da adopção. Sobre “A história que há-se ser” a escritora aborda a pressa com que hoje se vive e em “História do Senhor Sisudo”, onde se reflecte sobre a falta de afectos.
“Gosto de escrever, mas não o faço todos os dias”, disse Manuela Ribeiro, que não gosta de cair na rotina e, por vezes, prefere dedicar-se a outras actividades.
A autora encara a escrita como algo para se divertir e adora saber que alguma escola desenvolveu projectos em volta dos seus livros. “Isso para mim é muito gratificante! Mais até do que os prémios e distinções”, disse a escritora, que conta com três dos seus livros no Plano Nacional de Leitura.
Para Manuela Ribeiro, vive-se um momento de grande vitalidade no mundo da edição portuguesa pois toda a gente publica, “seja bom ou seja mau”. Na sua opinião “nunca se publicou tanto neste país como agora”.
Manuela Ribeiro, que também se dedica à tradução, está neste momento a escrever o livro nº 11 das Aventuras de Miguel e Ricardo e garante que a história tem como pano de fundo a cidade onde nasceu, Caldas da Rainha. Nesta coleccção, os dois jovens vivem aventuras em Portugal e no estrangeiro, muitas vezes com carácter de policial. Há aventuras passadas em Odivelas, mas também em Inglaterra e na Alemanha.