Museu de José Malhoa reabriu ao público com obras contemporâneas do seu acervo

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Nicole Costa, explicando as linhas base desta mostra

Obras de Hansi Staël, Concas, José Aurélio, João Honório e de Pedro Cabrita Reis estão em exposição no Museu Malhoa

O Museu de José Malhoa reabriu renovado a 19 de dezembro com a presença de figuras do governo e da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), que será extinta a 31 de dezembro.
Nesse dia abriu ao público a mostra “Experimental- Obras do Acervo onde se dá a conhecer ao público obras contemporâneas que habitualmente se encontram nas reservas deste museu.
A mostra inicia-se com uma grande escultura em ferro de José Aurélio, designada “Flor”, colocada no exterior da sala de exposições temporárias.
Segue-se uma pintura de Hansi Staël (1913-1961), colocada em destaque na abertura da mostra. “É um tesouro que faz parte do nosso acervo”, disse a diretora, Nicole Costa, sobre a aguarela assinada pela artista húngara que foi diretora artística da Secla, de 1950 a 1959. “Quisémos destacá-la pela sua trajetória e pelas vanguardas que trouxe para as Caldas e para Portugal”, disse a responsável.
“Estamos abertos a quem quiser pesquisar. Temos muitos temas para quem quiser investigar”, referiu a diretora, enquanto explicou que a nova exposição se divide em três eixos: as experiências com a cor, com a linha e, por último, com a paisagem e com o corpo. “São blocos temáticos que acompanham as experiências de modernidade e de contemporaneidade, algo que procurámos trazer com a nossa curadoria”, disse a diretora que inclui toda a equipa do museu, da DRCC e dos colaboradores que passaram pelo Museu Malhoa.

Presentes estão obras de Pedro Sobreiro, de José Miranda Justo, de Stella de Brito e de João Vieira que também têm obras nesta mostra que “inclui doações referentes a diferentes momentos de gestão e de política de aquisições de obras”, referiu a diretora, que destacou o período de gestão de Paulo Henriques que dirigiu o museu caldense entre 1992 e 1998 e que apostou em obras ligadas à contemporaneidade. Dessa época faz parte a obra de Pedro Cabrita Reis, assim como foi feita nessa época a exposição deste artista. Foram igualmente feitas várias aquisições para a coleção do museu do Centro Português de Serigrafia.
Presente está também uma pintura de Concas (1946-1991), artista e professora nas Caldas da Rainha, além de outras de Delfim Maya, Mário Botas, Cruzeiro Seixas, Américo Silva e Domingos Rebelo. Presentes estão outras propostas de António Sena, José Aurélio e de João Honório. “Há muitos artistas ainda a trabalhar em pleno e queremos trazê-los ao museu para conversas e para que revisitem as suas obras”, disse Nicole Costa.

Convite aos caldenses e às escolas
“As experiências com o corpo são várias e estão presentes, por exemplo, nas propostas de Hansi Staël ou de Pedro Chorão”, acrescentou a diretora que convida, não só a comunidade caldense a conhecer melhor as obras do acervo mais relacionadas com a contemporaneidade mas também os professores das áreas das artes do secundário e da ESAD.CR para que possam trazer os seus alunos a conhecer os mais variados autores que de alguma forma estão relacionados com as Caldas da Rainha.
Na biblioteca do museu está ainda uma vitrine de apoio a “Experimental” onde se encontra a coleção da Gazeta das Caldas com os artigos sobre os Encontros Internacionais de Arte de 1977, folhas de sala das mostras de Mário Botas, de Delfim Maya e ainda de Pedro Cabrita Reis que aliás expôs neste museu caldense, em 1994, apresentando “A Sala dos Mapas”.
“Esta é também uma oportunidade para os caldenses voltarem a visitar o Museu de José Malhoa que está bem vivo e em atuação seja através de atividades de mediação seja através de novas exposições como esta, do nosso próprio acervo”, rematou. ■