Rolha Zé Povinho à venda no Museu Bordalo Pinheiro

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Além de Zé Povinho, o “Linhas da Terra” tem modelos desta peça utilitária decorados com reis, escritores e com aves

Atelier cerâmico local produz peça utilitária que está à venda em museu lisboeta. Seguem-se outras propostas

A rolha decorativa com um Zé Povinho fazendo um típico “Toma!” está à venda na loja do Museu Bordalo Pinheiro, situado no Campo Grande, em Lisboa.
O espaço museológico reabriu recentemente ao público e tem feito uma série de iniciativas que assinalam não só a reabertura como o 175º aniversário do nascimento deste multifacetado artista, que teve uma fábrica de faiança nas Caldas, em finais de oitocentos .
“Sentimos uma grande abertura por parte dos responsáveis do museu. Ficaram as portas abertas até para novas produções relacionadas com o universo bordaliano”, disse Vítor Mota, ceramista com vasta carreira de três décadas e com um percurso iniciado no Cencal.
Na opinião deste autor, natural de Peniche, Bordalo Pinheiro “acaba por influenciar todos os ceramistas nalguns dos seus trabalhos”.
Esta é uma peça que pertence à coleção do Linhas da Terra, atelier caldense que possui uma loja na Praça da República (da Fruta).
A peça decorativa mede 10 centímetros (três da rolha) e é vendida numa caixa onde se conta a história do Zé Povinho, o processo de fabrico e um pouco sobre o atelier Linhas da Terra. Tudo em português e em inglês.
“Este é um tipo peça que se faz muito no centro da Europa”, disse Vitor Mota, que desenvolveu outros modelos que são decorados com aves. Há rolhas com uma andorinha, um mocho, uma perdiz, um peneireiro cinzento e um papa-figos. Há também a representação de dois reis – D. Afonso Henriques, D. Dinis – e da Rainha Santa Isabel . Junta-se à coleção o escritor Fernando Pessoa.
Há rolhas com uvas – brancas e tintas – e na loja do atelier, nas Caldas, custam 15 euros.
“Há outros espaços comerciais por todo o país com quem trabalhamos estas peças decorativas”, disse o ceramista. A loja do Linhas da Terra reabriu ao público e Vitor Mota espera poder apresentar uma exposição dedicada a Santo António em junho.

Escultura recebe visitantes
Entre outras atividades de celebração do 175º aniversário de Bordalo Pinheiro, o museu lisboeta reabriu com uma novidade: há agora uma estátua do artista acompanhado pelo Gato Pires que foi colocada no Campo Grande junto à entrada daquele espaço museológico que foi feita pela empresa de Torres Vedras, Impacto Visual. O Museu funciona de terça e sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00, e aos sábados e domingos, das 10h00 às 13h00. ■