Sérgio Godinho lota CCC para celebrar Abril e a sua carreira

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O cantor fez vibrar a sala. Público pediu Paz, Pão, Habitação, Saúde e Educação

Cantor que esgotou o CCC por completo, referiu Abril, o 16 de março e agradeceu a “cumplicidade” da plateia

Não havia um único lugar vago no grande auditório do CCC no sábado, 16 de março, à noite. E o motivo de tal enchente foi o concerto de Sérgio Godinho que veio assinalar os seus 25 anos de carreira, acompanhado pela sua banda, os Assessores. “Estamos também a festejar os 50 anos do 25 de Abril e também do 16 de Março!”, disse o cantor, arrancando fortes aplausos à plateia.
Entre o repertório, Sérgio Godinho incluiu “Foi aos 25 Dias de Abril”, feita pelo cantor e por José Mário Branco, “A Liberdade está a passar por aqui” entre tantos outros hinos da carreira deste cantautor.
E o concerto foi seguindo, com canções dos 25 anos de carreira do cantautor que possui 20 álbuns gravados em estúdio e 10 registados ao vivo. “Grão da mesma mó”, “Cuidado com as Imitações” e mais uma canção feita com José Mário Branco, dedicada a “Mariana Pais”.
“As minhas canções falam sobre tudo”, disse o músico aos jornalistas, um pouco antes do concerto e acrescentando que é seu apanágio não se conseguir classificar, pois “sempre apostei numa mistura de géneros”. No 16 de março de 1974, Sérgio Godinho vivia no exílio em Vancouver, no Canadá, onde tinha pouco contacto com portugueses. Ainda assim, “soube do 16 de março e é bom poder atuar cá, neste dia. São boas coincidências da vida e das canções”, referiu o compositor que tem uma digressão por todo o país e ilhas, quase todos já esgotados. “Tenho sempre muitas solicitações em Abril”, disse o cantautor, feliz por continuar a esgotar salas. De volta ao concerto, houve tempo para falar sobre temas como o trabalho infantil em “O Menino no Mundo”, “Benvindo Sr. Presidente”, “Espetáculo”, “Dancemos no Mundo”, entre tantos outros temas. Os músicos tiveram que voltar ao palco pois o público queria mais. Tempo então para “Brilhozinho nos Olhos” e de uma versão de “Os Vampiros” e “Liberdade”, com toda a gente a cantar em uníssono “que só há Liberdade a sério quando houver paz, o pão, habitação, Saúde e Educação”. Mais palmas e novo regresso ao palco. Faltava “O primeiro Dia” que foi cantado por todos, tendo o concerto terminado em apoteose com o público a aplaudir os músicos de pé. Sérgio Godinho agradeceu “a cumplicidade”. ■