Teatro da Rainha continuará a angariar fundos para a construção da sua sede

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Várias pessoas, amigas do grupo de teatro, encheram a loja que acolheu a primeira angariação de fundos

A loja situada na Rua Heróis da Grande Guerra, nº9, recebeu a 17 de Dezembro, uma iniciativa de angariação de fundos, promovida pelo Teatro da Rainha. Poderiam ser adquiridos 18 desenhos de cenografias e figurinos de José Carlos Faria relativas a várias peças do grupo teatral caldense. Em simultâneo, foi lançada uma colecção de Rainhas, concebidas pelo ceramista Paulo Óscar – iguais na forma mas diferentes nos detalhes e na história que contam. São pois peças únicas, que retratam os vinte seis anos da companhia teatral caldense.
A iniciativa, segundo José Carlos Faria, um dos elementos responsáveis pela companhia, “correu muito bem” e no total, esta actividades junto da sociedade civil rendeu cerca de 1800 euros, tendo sido vendidos todos os desenhos. Este valor reverterá integralmente para a construção da sede do grupo.
A colecção das Rainhas, criada pelo ceramista Paulo Óscar, “são porcelana, corpos de actriz travestidos e contam, pelas figuras que sinalizam, a nossa caminhada cómica”, informa texto do grupo sobre a colecção.“Durante séculos as rainhas eram de coroa dourada, brocados, vestes solenes, realeza, um poder distante ostentando um luxo prescrito na História e nas histórias”. Segundo o mesmo documento, as duzentas e oito rainhas “constituem-se a partir de um reportório de 25 mais uma, a idade do Teatro da Rainha”. E cada uma delas representa uma figura relacionada com as peças do grupo: “a rainha-bispo, a rainha-coquete, a criada em O médico à força, a rainha-fim-do- princípio, a rainha-ella, a rainha-jojo, a  rainha-keuner, a rainha-etc., papéis a que Dona Leonor, mecenas de Gil Vicente, jamais pensou dar corpo. Sinais dos tempos: também as rainhas se proletarizaram e estas, imaginação táctil, são para realizar fundos para o nosso edifício teatral. Nunca as rainhas foram tão baixo, são de vender”.

O projecto do Teatro da Rainha, do arquitecto Nuno Lopes, prevê “fechar” a Praça da Universidade e custa cerca de 750 mil euros

Na noite da primeira angariação foram vendidos 40 exemplares daquelas rainhas e continuam à venda e podem ser adquiridas através do site do grupo.
O grupo teatral há vários anos que quer  ter o seu próprio espaço e tem projecto do arquitecto Nuno Lopes que orça em 750 mil euros, mas a autarquia caldense, além da cedência do terreno já se comprometeu  em colaborar com 550 mil euros para a concretização do projecto. Portanto, “só nos faltam 250 mil euros”, disse o actor e encenador. Este leilão foi pois “o pontapé de saída” para uma série de outras iniciativas que vão decorrer ao longo de 2012  com o intuito de juntar o dinheiro que falta para a construção do Teatro, que se situará na Praça da Universidade, junto à Universidade Sénior e Escola de Hotelaria e Turismo. José Carlos Faria levanta um pouco do véu e conta que ser fará uma angariação com fotografias de vários profissionais desta área que já trabalharam com o Teatro da Rainha. Será também editado um livro sobre o aniversário do grupo – que contará com vários projectos de cenografia – e ainda haverá nova iniciativa que envolverá obras de arte, cedidas por artistas, amigos da companhia.
A loja onde decorreu a primeira iniciativa da campanha pertence a João Alvorninha, amigo do grupo de teatro caldense.

Natacha Narciso
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