Um espaço para a cultura no Bairro da Ponte

0
634
Gazeta das Caldas
Viriato da Silveira quer que todos os artistas tenham oportunidade de mostrar as suas pinturas | N.N.

Foi apresentado no sábado, 29 de Setembro, o projecto Bienal Internacional de Pintura das Caldas – Online 2018 pelo artista Viriato da Silveira. Fê-lo numa loja que fica na R. Augusto Saudade Silva nº12, no Bairro da Ponte, que ele próprio arrendou para mostrar algumas obras de arte que fazem parte da Bienal, criada on-line por este autor.
“Entre os artistas há sempre troca de trabalhos e através da Internet é possível dar a conhecê-los”, contou o responsável à Gazeta das Caldas. Em sua opinião, que as leis do mercado artístico “não dão as mesmas oportunidades aos autores” pelo que este pretende democratizar o acesso de todos os artistas ao visionamento público.
Há quatro anos Viriato da Silveira criou um site onde divulga as obras de pintores de vários países e que vão participando nas bienais que o próprio organiza.

Da quarta bienal de pintura on-line fazem parte obras de Raquel Gameiro, Machado Santos, Mário Silva, Guta Rua, Rita Teresa, Rodrigo Pombeiro e Ana Loureiro.
Na iniciativa de apresentação da bienal participou Ribeiro Canotilho, artista plástico e autor premiado em Agosto de 2018 pela Academia de Letras e Artes de Paraná (Brasil).
Além das obras da bienal, na galeria estiveram presentes obras da coleccção privada de Viriato da Silveira que este quis dar a conhecer ao público. Estiveram presentes obras de outros artistas como Da Rocha, Helena Didia, Machado Santos, Aldina Costa Ribeiro Canotilho, Domingos Xavier ou ainda do artista indiano Vamona e do moçambicano Malangatana (que foi colega de curso do organizador).
Jorge Varela, presidente da União de freguesias, visitou a exposição e levantou a hipótese de surgir, a curto prazo, um espaço cultural no Bairro da Ponte. “Uma das hipóteses é que possa ser na própria sede da união de freguesias onde temos espaço”, disse o autarca, acrescentando que se a iniciativa surgir da sociedade civil, será igualmente bem-vinda até porque o que importa de facto “é que haja um espaço onde as pessoas possam ter contacto com a arte”, rematou.