Caldense campeão nacional de ciclismo de pista

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Eduardo Silva, ao centro, no dia em que se sagrou campeão nacional, em Sangalhos |DR

O caldense Eduardo Silva sagrou-se recentemente campeão nacional de ciclismo de pista na vertente de quilómetro. Trata-se de uma prova em que os ciclistas estão parados e arrancam para dar quatro pistas ao velódromo (no total de um quilómetro). O campeonato realizou-se em Sangalhos, no fim-de-semana de 28 e 29 de Janeiro.

O caldense de 17 anos, que corre pela Academia Joaquim Agostinho desde 2015, completou a prova em 1 minuto, 13 segundos e 242 milésimos e disse à Gazeta das Caldas que “não estava à espera de vencer, porque nunca tinha feito aquela corrida”. Isto porque o jovem corre ciclismo de estrada.
A ida à pista é uma ajuda e uma preparação para a estrada. “Dá-nos mais agilidade e confiança para quando estamos no pelotão”, contou.
Eduardo Silva agradeceu o apoio da família e da equipa e disse que espera “que a vitória sirva de motivação a toda a equipa para conseguir alcançar os objectivos”.
O jovem, que já correu pelo Alcobaça Clube de Ciclismo, já venceu uma Volta a Portugal por equipas e conseguiu o 22º lugar individual noutro ano. Para este ano pretende “vingar a queda na Volta a Loulé do último ano, trazendo a camisola amarela”, bem como fazer um bom lugar na taça e ganhar o contra-relógio de prova da Taça, em Odemira. A Volta a Portugal, os campeonatos nacionais e a Volta dos Campeões também estão na mira deste caldense que, no futuro gostaria de correr por uma equipa internacional, que lhe permitisse pedalar no Tour, no Giro e na Vuelta.
Eduardo Silva estuda na EBI Sto. Onofre e, em termos académicos, para já pretende terminar o 12º ano. Tal como os colegas de equipa, tem um plano de treinos individuais e treino conjunto de duas em duas semanas. Nos treinos sozinho percorre toda a região. Para os treinos maiores (mais de 100 quilómetros) vai para Nazaré, Torres Vedras, Serra de Montejunto, Serra d’Aire e Candeeiros ou Benedita. Nas Caldas gosta da zona do Carvalhal Benfeito, que “tem boas subidas e pouco trânsito”. Para os treinos de descompressão prefere São Martinho do Porto, que “é mais plano”