Do 8 e do 80 ou como o Caldas deu a volta ao jogo a partir do banco

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O jovem Rafael Roque entrou ao intervalo e conquistou a grande penalidade que permitiu o empate | Joel Ribeiro

Penálti sobre Rafael Roque (80) e remate de longe de Bernardo (8), ambos saídos do banco, deram vitória após uma primeira parte pouco conseguida

O Caldas continua agarrado ao terceiro lugar, após uma vitória frente ao 1º Dezembro com direito a cambalhota no marcador em que os protagonistas, os camisolas 8 e 80, saltaram do banco.

“Estou satisfeito, toda a equipa trabalhou para conseguirmos o objetivo de vencer. Estar no Caldas significa muito, sempre dei tudo pelo clube”
Roque

Aliás, 8 e 80 foi um pouco o próprio jogo do Caldas no despique com os sintrenses. Os alvinegros entraram com um sistema de três centrais que, na primeira parte, não funcionou como era pretendido.
O golo de Camilo, que surgiu num lance em que a defensiva caldense se distraiu a pedir fora-de-jogo, só veio acentuar as dificuldades que surgiram, sobretudo, no plano ofensivo, onde faltou uma referência na zona de finalização.
A entrada de Rafael Roque ao intervalo e o reposicionamento de João Tarzan começaram a alterar o rumo dos acontecimentos. A presença do jovem médio na área possibilitou o empate, da marca de grande penalidade.

“Ganhar num jogo em que temos que reagir e dar a volta sabe melhor. Os jogadores que vieram do banco resolveram o jogo, mostra que somos 25.”
José Vala

Depois, José Vala abdicou dos três centrais e deu mais profundidade ofensiva no corredor central com as entradas de Bernardo e Simões. Era mesmo o que a equipa precisava e Bernardo fez o golo da vitória a aproveitar uma jogada que Farinha tinha feito diversas vezes na primeira parte, mas sem nunca encontrar essa correspondência na zona de finalização.
Este domingo o Caldas vai ao terreno do Pêro Pinheiro, equipa que tem o Caldas ao alcance em termos pontuais.