Estágio em Rio Maior iniciou a nova época dos pelicanos

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Em julho há oito jogos para ver, o primeiro, dia 7 na Mata, com o U. Leiria, seguindo-se o Marítimo, a 12, em Rio Maior

Plantel dos alvinegros para esta temporada conta com cinco reforços e três promoções

O Caldas Sport Clube já está a preparar a nova época. Os trabalhos iniciaram-se no passado fim-de-semana, com um estágio em Rio Maior.
O treinador José Vala, que vai para a oitava época consecutiva na liderança da equipa, define as expetativas. “No início a ambição é sempre a mesma, encarar cada jogo para ganhar”, afirma. “Gostava muito de poder dizer que o Caldas é candidato a isto ou aquilo, acho que a estrutura do Caldas não nos permite, de forma realista, dizer isso, mas permite-nos ter ambição para ganhar todos os jogos”, sublinha. O primeiro objetivo é lógico, ficar nos quatro primeiros e, dessa forma, assegurar de imediato a manutenção. “Vamos procurar isso, porque permitia logo resolver a época”, conta. Numa análise à série, explica que no último ano logo ao início era conhecido o poderio de Leiria, Alverca, Amora e Académica “e havia a expetativa do Vitória de Setúbal, que era um grande investimento”. Já este ano, “não é tanto assim”. A começar com a indefinição relativamente à participação do B Sad e Anadia, depois há dúvidas sobre o que irão fazer o Sporting da Covilhã e o Oliveira do Hospital e José Vala vê um “Alverca a fazer um investimento muito forte, mas parece-me diferente de outros anos”, com a estratégia a passar por contratar os melhores da Liga 3. “Acredito que vai ser um campeonato com dez equipas muito equilibradas, o que faz com que a probabilidade de sucesso seja muito parecida à de insucesso”, descreve, acrescentando que será “um campeonato muito perigoso e que vai ser muito disputado”.
A equipa conta com cinco contratações e três promoções à equipa sénior. “As saídas, tirando a do Sousa, que não estava à espera, eram previsíveis” e foram colmatadas. “O Cascão foi a primeira opção para a esquerda com a saída do João Silva, o Eduardo Monteiro, já conhecíamos do Portomosense e já o iríamos buscar, mesmo sem saber que o Sousa ia sair, o Pepo, era uma necessidade um médio com essas caraterísticas e o Evandro Barros era a necessidade deter um jogador diferente”. Decidiram “abdicar de um ponta de lança fixo, como o Tuga e fomos buscar um extremo, mais imprevísivel, gostámos muito dos jogos contra o Evandro e conseguimos fechá-lo”. Depois, a dificuldade de encontrar um guarda-redes, tendo conseguido Diogo Garrido que, na opinião do técnico, é “um excelente guarda-redes, com escola, com formação e ambição”.
Da equipa B sobem David Santos e Júlio, que se apresentam como opções válidas dentro do plantel, mas também Ivo, que já treinava com a equipa várias vezes. “Era a tal situação de abdicar de um ponta, porque tínhamos um em casa, e ter mais um extremo. A única probabilidade de ainda irmos buscar alguém, é um central, porque não estávamos a contar com a saída do Sousa”, disse. O plantel tem 27 jogadores, mais dois do que no último ano. “Temos um terceiro guarda-redes, que não tínhamos. Se vier um central serão 28, um plantel grande, mas com muitos jovens com menos de 23 anos”, com possibilidade de jogar pela equipa B. A contratação de um central será decidida depois de alguns treinos e jogos “para perceber as necessidades, porque temos muitas possibilidades dentro do plantel, ainda não sei se vamos jogar com uma estrutura a três ou a quatro. Se jogarmos com dois centrais, não devemos ir buscar nenhum, se chegarmos à conclusão de que ficamos mais estabilizados com três, provavelmente teremos que ir buscar”, refere. “O Caldas pelo segundo ano consecutivo ganhou o prémio Puro Futebol, pelo ambiente que os adeptos criam no Campo da Mata. Os jogadores e treinadores dizem que jogar nas Caldas é diferente e isso é pelo público, pela forma de estar nas bancadas e antes e depois dos jogos”, realça, apelando a que estejam com a equipa mesmo nos momentos difíceis. ■