Futebol / CAMPEONATO DE PORTUGAL PRIO / Caldas impôs-se na Figueira da Foz

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Caldas impôs-se na Figueira da Foz

Campo de Treinos do Estádio José Bento Pessoa (Figueira da Foz)
Árbitro: João Lamares, auxiliares: José Bessa e Ludovico Franco, AF Porto

NAVAL                    1
Grácio, André, Grilo “C”, Jourdan, Gabriel (Xavier, 63’), Patego (Flávio, 70’), Ladeira (Hugo, 57’), Matteo, Rodrigo, Samba e João Silva
Suplentes não utilizados: Igor, Ivan, Ossama e Anderson
Treinador: Mário Serpa

CALDAS                  2
Luís Paulo [3], Diogo Bento [3], Militão [3], Rui Almeida “C” [3], Clemente [4], Paulo Inácio [3], André Santos [3], Januário [2] (Cascão, 60’ [3]), Farinha [2] (Cruz, 60’ [2]), Tonicha [3] (João Rodrigues, 83’ [1]), Johnny [4]
Suplentes não utilizados: Natalino, Sabino, Marcelo e André Simões
Treinador: José Vala

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Johnny (16’ e 65’), Samba (59’)
Disciplina: Cartão amarelo a Gabriel (53’), Paulo Inácio (70’) e André Santos (90+3’)

O Caldas somou a segunda vitória em outros tantos jogos da fase de manutenção numa deslocação à Figueira da Foz para jogar com a Naval. São já sete jogos consecutivos sem perder para os pelicanos, que estão no topo da série.
Entraram melhor os caldenses, a encostarem a Naval atrás, a trocarem bem a bola, obrigando os da casa a correr atrás da bola e a explorar a velocidade de Samba nas costas da defesa alvinegra.
Aos 16’, na sequência de um remate de Johnny Rodrigues defendido para canto, o avançado do Caldas, sozinho no coração da área, atirou de cabeça para o fundo das redes.
Os visitantes pressionavam de imediato e procuravam o segundo golo, com personalidade.
Na segunda metade a Naval surgiu com muito pouco a perder e, num lance confuso perto da hora de jogo, Samba empatou a partida.
José Vala tinha previsto lançar Cascão e Cruz e não mudou a sua intenção, sendo premiado cinco minutos depois, num lance em que a bola foi ao poste de Grácio, depois foi defendida pelo guardião e ainda há um remate à barra. A bola sobrou para Johnny que a desviou novamente de cabeça e bisou na partida.
Estava feito o segundo do Caldas, que obrigava os da casa a irem à procura do empate e a abrirem espaços que Cascão e Cruz quase aproveitaram.
Os caldenses não mataram o jogo e no final viram os da casa perto do empate.
Num jogo mais de luta do que de técnica, a vitória do Caldas é justa porque mostrou ser mais equipa, com uma defesa sólida, um meio-campo assertivo e um ataque móvel.
Ainda assim, os jogadores da Naval (que está a ter uma época para esquecer) mostraram garra, que obrigou os caldenses a muita entrega para somar três pontos.
José Vala mexeu bem na equipa, sempre em busca da vitória e foi premiado pela coragem.

MELHOR EM CAMPO

Johnny 4

Na equipa do Caldas havia alguns candidatos a serem considerados o melhor em campo, mas a escolha recai sobre Johnny, especialmente pelos golos marcados.
Não é um ponta-de-lança possante, mas tem faro de golo e bisou, de cabeça, frente à Naval, somando já nove tentos esta época (é o melhor marcador da equipa). Além disso, trata bem a bola e, sendo um jogador móvel, obriga os defesas a correr muito.

RUI ALMEIDA, CAPITÃO DO CALDAS

Objectivo atingido:

Não foi um jogo bem conseguido, mas o objectivo principal foi atingido. Estes jogos contra equipas que têm pouco a perder são sempre complicados de gerir emocionalmente. Estamos a fazer um percurso interessante, temos cimentado as nossas exibições e esta vitória foi conquistada no seguimento do bom trabalho que temos vindo a fazer. Queremos prolongar este bom momento para tentar atingir o primeiro lugar da fase de manutenção.

JOSÉ VALA, TREINADOR DO CALDAS

Fase boa:

Não há jogos fáceis nesta fase. Enquanto não tivessemos matado o jogo, eles iam sempre disputá-lo. Parabéns aos meus jogadores, não foi por excesso de confiança que o jogo foi difícil. Houve muito mérito da Naval. Nós estivemos sempre conscientes, organizados e a respeitar o adversário e acabámos por vencer justamente, mas foi bastante difícil. Quanto mais cedo conseguirmos atingir a manutenção, melhor. Estamos numa fase boa, com sete jogos sem perder. No sábado vamos procurar a terceira vitória na segunda fase.

MÁRIO SERPA, TREINADOR DA NAVAL

Qualidade do Caldas:

Esta foi a primeira semana de treinos digna que este grupo teve esta época e os indíces físicos são muito baixos. Demos o controlo para termos espaço nas costas. O Caldas chegou ao intervalo a ganhar, penso que injustamente porque também tivemos oportunidades para marcar. Na segunda parte acreditámos, chegámos ao empate justamente e depois a qualidade do Caldas veio ao de cima. Tem que se dar mérito, é uma excelente equipa, com excelentes jogadores e bem orientada, mas acho que o empate era o resultado justo.