Não houve facilidades em casa do último

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A equipa do Condeixa ganhou muitas bolas à defesa e meio campo do Caldas

Num jogo marcado por alguns erros defensivos os alvinegros tiveram que saber reagir a duas desvantagens, com os dois golos a surgirem de pontapés de canto.

Estádio Municipal de Condeixa-a-Nova
Árbitro: Nuno Filipe, AF Lisboa
Assistentes: Rafael Massano e Pedro Pinto
CONDEIXA 2
Vítor Nogueira; Tony Silva, Wilson, Mateus Lima e Bruno Beato; Ailton Tavares, Teles (João Olavo 84) e André Jorge (C) (Paulo Matos 75); Jaisen Clifford (Leo Teixeira 65), Didi e Rui Pereira
Não utilizados: Titinho, Tiago Crachat, Juan Leite, Alhassane Suraj
Treinador: Pedro Ilharco

CALDAS 2
Luís Paulo [7]; Juvenal [6], Militão [6] (C), Gaio [6] e Farinha [7]; Paulo Inácio [7] (Karim [4] 79), Yordy [6] (Januário [6] 46), Pedro Faustino [6] e André Santos [7]; Ruca [6] (Bruno Eduardo [4] 67) e Hugo Neto [6]
Não utilizados: Rui Oliveira, Passos, Marcelo, Ricardo Isabelinha
Treinador: José Vala
Ao intervalo: 1-1
Marcadores
André Jorge (13), Hugo Neto (30), Didi (76), Farinha (84)

Disciplina
Amarelos: Rui Pereira (59), Farinha (72)

Num campeonato tão equilibrado não há jogos fáceis, nem mesmo quando se trata do último classificado. O Condeixa somava quatro derrotas, duas em casa pela margem mínima e outras duas fora por dois golos, significado de que a classificação poderia não espelhar totalmente a valia da equipa.
O Caldas entrou no jogo regressando ao sistema de 4-4-2 com quatro médios interiores. O objectivo seria dar à equipa maior capacidade de luta (num terreno inicialmente com muita água) e de posse de bola. No entanto, o plano não saiu como esperado e os três médios do Condeixa, ajudados de forma frequente por Jaisen, conseguiam manter o jogo controlado.
As coisas pioraram ao minuto 13 para os alvinegros, quando Gaio terá sido traído pela água acumulada e perdeu a bola em zona proibida para Rui Pereira. O extremo serviu Didi, Luís Paulo negou o golo com uma grande defesa, mas André foi rápido a acompanhar o lance e marcou na recarga. Este foi o primeiro de alguns deslizes defensivos dos caldenses, mas que acabou por ser o único com efeitos práticos.
O Condeixa apertou ainda mais os espaços, dificultando ainda mais o jogo ao Caldas, que não conseguia entrar nas zonas de perigo com a bola controlada, mas empatou num lance de bola parada. Canto de André Santos, Yordy fez um primeiro desvio e Hugo Neto atirou para o golo.
Para a segunda parte, José Vala voltou ao 4-3-3 com a troca de Yordy por Januário. No entanto, o jogo continuou pouco esclarecido, com alguns lances de perigo a surgirem de forma esporádica. Primeiro o Caldas, com Gaio a servir Farinha na área, valendo o corte de Wilson. Do outro lado Luís Paulo voltou a brilhar num cabeceamento de Mateus Lima. Mas pouco depois o Condeixa marcou mesmo.
O Caldas teve que forçar tudo e conseguiu a igualdade novamente na sequência de um canto, salvando um ponto.

Melhor do Caldas

Melhor do Caldas Farinha 7

Farinha 7

Embora o segundo golo do Condeixa tenha surgido de um cruzamento pelo seu corredor, foi o defesa que passou mais incólume a uma tarde pouco inspirada do sector mais recuado, além de ter acrescentado muito ao ataque, protagonizando um dos melhores lances do primeiro tempo e o golo do empate.

LUÍS PAULO, JOGADOR DO CALDAS
Erros pagam-se caro


Estamos num campeonato muito competitivo, em que o primeiro pode perder com o último. Podemos ter um pouco mais de atitude e subir um pouco mais a equipa, acho que nos faltou isso, fomos uma equipa muito curta, não roubámos tanto a bola à frente e isso causou-nos mais dificuldades porque estávamos muito recuados e o Condeixa foi criando situações de perigo em erros novos, que a este nível se pagam caro.

JOSÉ VALA, TREINADOR DO CALDAS
Tivemos que reagir
Nenhuma equipa se conseguiu superiorizar. A primeira parte foi mais equilibrada e com menos intensidade. Na segunda houve algumas oportunidades para ambas as equipas, com o Condeixa muito forte na frente e nós a cometermos alguns erros que felizmente não têm sido comuns. Tivemos que reagir aos golos e os últimos minutos a ambição de querer ganhar não nos pode desequilibrar e desequilibramo-nos, sujeitos a sair daqui sem pontos. Mesmo empatando ganhámos pontos a adversários que estavam junto a nós.

PEDRO ILHARCO, TREINADOR DO CONDEIXA
Perdemos dois pontos
As duas equipas procuraram ganhar, conseguimos aproveitar alguns espaços que o Caldas nos foi dando. A nossa estratégia passava por aproveitar o posicionamento dos jogadores do Caldas na nossa recuperação de bola para sair em ataque rápido, conseguimos fazê-lo com frequência, mas não conseguimos concretizar e assim é difícil ganhar, perdemos dois pontos.