Open Internacional das Caldas foi dominado pelos portugueses

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Gazeta das Caldas

Guilherme Osório e Tiago Cação foram os vencedores da final de pares do V Open Internacional das Caldas. Ambos jogaram no Clube de Ténis das Caldas. Tiago Cação, de Peniche, foi convidado para treinar no Centro de Estágio da Federação Portuguesa de Ténis. Já o luso-brasileiro Guilherme Osório foi estudar para uma universidade americana no ano passado.
Os jovens portugueses bateram os franceses Bensoussan e Inzerillo na final, adiantada para sábado, por 6-3 e 6-4.
O calor obrigou a mudanças no planeamento da prova. “Tivemos que alterar a final de singulares, que normalmente é sempre à tarde e temos sempre muito público, mas como os jogos anteriores foram muito demorados, debaixo de muito calor, tivemos que preservar a saúde deles”, esclareceu Ramiro Martins, notando que no dia anterior haviam sido bebidos muitos litros de água.
O torneio traz às Caldas jovens de vários países que procuram pontos para subir no ranking. Na final de singulares estiveram dois portugueses: Nuno Borges e Daniel Batista (primeira final na carreira).
Nuno Borges venceu por 6-0 e 6-2 e venceu o primeiro título do ano, depois de ter perdido três finais em quatro torneios disputados. O jovem elogiou a qualidade dos campos e elogiou “um espaço muito agradável, no Parque, que é óptimo para jogar ténis”.
Nuno Borges fez notar que as diferenças de temperatura, com chuviscos no início do torneio e um calor intenso no final.
Sobre o último jogo referiu que já conhecia o adversário e que este estava muito mais desgastado fisicamente pelo percurso até à final. “Tentei usar isso a meu favor”, explicou.
O finalista vencido, Daniel Batista, tinha participado neste torneio o ano passado, mas havia perdido na primeira ronda do quadro principal.
O facto de as finais serem dominadas por portugueses, “demonstra que o ténis nacional tem evoluído”. O único aspecto menos positivo foi a expulsão de um atleta italiano que, depois de vencer os jogos dos quartos de final, se envolveu em provocações com o seu adversário e acabou por ser expulso do torneio. Não recebeu o dinheiro e será castigado.
Frederico Silva não pôde participar porque estava lesionado.
O vereador do desporto da Câmara, Pedro Raposo, esclareceu que a autarquia apoia o evento com 7500 euros e elogiou o trabalho realizado pelo Clube de Ténis das Caldas.
A organização do torneio custa cerca de 20 mil euros.