Também no desporto é notória a falta de mulheres em cargos de liderança

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Evento decorreu no pequeno auditório do CCC

Colóquio no CCC debateu desigualdades de género no desporto

A igualdade de género no desporto esteve em discussão no dia 30 de junho, num colóquio no pequeno auditório do CCC que contou com pouco mais de uma dezena de pessoas.
Manuel Nunes, presidente da AFLeiria, que foi um dos preletores, salientou a importância de aumentar o número de mulheres em cargos de liderança e partilhou o trabalho feito a nível distrital, dando como exemplo a colocação de cinco árbitras numa final da supertaça distrital de futsal. Durante a sua intervenção alertou também para a falta de instalações desportivas nas Caldas.
Já Cristina Almeida, do Comité Olímpico Português, destacou o progresso nesta luta por direitos, explicando que a paridade nos Jogos Olímpicos deverá ocorrer em Paris, em 2024, 124 anos depois da primeira participação. “Nas dez federações com maior financiamento público há zero mulheres a presidente, 13% como vice-presidente, e 50% como secretária ou diretora-geral”, apontou.
Ana Filipa Santos, do triatlo, partilhou a experiência de quando foi mãe e perdeu os apoios, Francisca Cardoso, do kick boxing, contou que ainda há homens que não querem ser treinados por uma mulher e Luís Farinha do futebol, disse que esta “é uma luta de homens e mulheres”. Já Alex Pinto, treinador da equipa feminina de futsal do Benfica, defendeu que “temos progredido no bom caminho, mas demos um passo pequeno no longo caminho”. Alertou que “futebol feminino não existe, é futebol” e que “enquanto embandeirarmos em arco por termos uma árbitra feminina na final do mundial, maior é o caminho, enquanto for noticiado é porque as mentalidades não mudaram”, frisou, notando que “é muito mais difícil em Portugal ser atleta mulher do que homem”. António Vidigal, da autarquia, salientou o “incentivo a mais desporto feminino, refletido no regulamento de apoio ao associativismo desportivo, que deverá ser votado na próxima assembleia, em julho”. ■