Tomás Seixas sagrou-se campeão nacional pelo Sporting e já tem novas metas

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Caldense exibe a medalha de campeão nacional no Estádio do Viveiro | DR

“Acredito que posso chegar à Seleção Nacional”

Praticou futebol e futsal em vários clubes da região, mas é no futebol de praia que se destacou, ao ponto de se ter sagrado, esta temporada, campeão da Divisão de Elite ao serviço do Sporting

O caldense Tomás Seixas festejou a conquista do título de campeão da Divisão de Elite de futebol de praia com a camisola do Sporting e sonha com a chamada à Seleção Nacional. Porém, o foco do atleta passa pelos estudos, pelo que promete conciliar as duas atividades.

Conquistar o título nacional na primeira época na equipa principal do Sporting não está ao alcance de todos. Foi ouro sobre” verde”?
Sem dúvida. Conquistar um título nacional é sempre um dos objetivos de qualquer desportista, mas alcançá-lo na minha primeira época na equipa principal do Sporting é algo extraordinário. Não posso dizer que estava à espera deste feito, contudo, depois de todo o trabalho e sacrifício que tivemos neste ano atípico foi sem dúvida ouro sobre “verde”. Além disso, é uma motivação extra para continuarmos no ataque ao título durante a próxima temporada na Divisão de Elite.

Quando sentiram que podiam, efetivamente, superiorizarem-se ao Sp. Braga, que tem sido o grande dominador da modalidade a nível nacional e internacional?
Podem não acreditar, mas foi na fase regular, quando jogámos contra eles. Apesar da derrota nesse encontro, não se viu dentro do campo a superioridade do Sp. Braga pela qual todos esperavam. Aliás, foi através de dois momentos cruciais (penáltis) no jogo que o adversário alcançou a vitória. Mesmo assim, sentimo-nos superiores em quase todos os aspetos do jogo e, no final da partida, independentemente da derrota, apercebemo-nos que a conquista do título era algo atingível. E continuámos o nosso caminho.

O Sporting baixou orçamento da modalidade, mas acabou campeão. Qual o segredo do sucesso?
É verdade que o Sporting baixou o orçamento, face aos fatores que são por demais conhecidos da realidade que o clube atravessa. Nesse sentido, e qnquanto o Sp. Braga foi à procura de jogadores internacionais, o Sporting arriscou nos jovens e, principalmente, no mercado interno. Assim, o Sporting apostou em três jogadores da equipa B, onde eu estava incluído, e em outros jogadores de clubes nacionais. Claro que o segredo não foi apenas este, mas, ao somarmos todo o trabalho que enquanto equipa tivemos durante a época e o nosso foco ao trabalharmos em conjunto durante a quarentena, obtivemos a receita que tanto pretendíamos: ser campeões nacionais.
Destacou-se na Casa do Benfica das Caldas. Como se deu a possibilidade de ingressar na equipa de futebol de praia do Sporting?
Recebi um telefonema do mister José Miguel, o “pai” do futebol de praia. Ele convidou-me para prestar provas na equipa B do Sporting, um convite que rapidamente acabei por aceitar. Jogar na equipa do Sporting foi uma oportunidade pela qual não esperava, ainda para mais ser nomeado capitão da equipa B. Sabia, à priori, que tinha muito para aprender e evoluir, mas também que era um dos caminhos para poder chegar à equipa principal do Sporting. E assim foi.

“Conquistar um título nacional é sempre um dos objetivos de qualquer desportista, mas alcançá-lo na minha primeira época na equipa principal do Sporting é algo extraordinário”

“Acredito que posso chegar à Seleção e sinto que me tenho esforçado o suficiente para lá chegar”

Há vários jogadores da região na Seleção Nacional. Acredita que pode ser mais um?
Acredito que posso chegar à Seleção e sinto que me tenho esforçado o suficiente para lá chegar. Será sempre um dos meus objetivos, como é óbvio, mas também sei que não chegarei lá sem suor e muito esforço. Assim, estou pronto para lutar para, um dia, o conseguir alcançar.

O futebol de praia passou a ser uma prioridade?
O futebol de praia é muito importante na minha vida, mas sendo estudante universitário continuo a focar-me mais nos estudos. Estudo na Covilhã e tive de esforçar-me em muitos aspetos para conseguir conciliar estes dois ramos da minha vida. Admito que sair a meio da semana da Covilhã para ir treinar a Lisboa era um desafio, mas nunca deixei de o fazer. Ainda assim, um dos meus objetivos é tirar um mestrado, portanto posso dizer que neste momento a prioridade é o estudo. Como o futebol de praia é sazonal, possibilita-me a concentração em ambas as atividades.

Futebol e futsal ficam para trás?
Não estão postos de parte nem nunca estiveram, é uma questão de oportunidades. No meu primeiro ano de faculdade cheguei a ir ao Fundão treinar futsal, mas as condições não foram as melhores e não assinei. O desporto está presente na minha vida desde os 6 anos. Tenho praticado desde o futebol ao futsal e agora o futebol de praia, até cheguei a praticar todas essas modalidades numa só época. Se possível, conciliava o futsal ou o futebol com o futebol de praia.