Vitória justa do Olho Marinho

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Gazeta das Caldas - Casal Velho
Equipa sénior do CCDS Casal Velho

Pavilhão do Casal Velho
Árbitro: André Coelho, Ricardo Fernandes e Edvandro Infei, A.F. Lisboa
CASAL VELHO 1
Rui Castelhano, David Costa, Luís Pedro, Filipe, Nini, Diogo Mesquita, Pedro Rodrigues, Flávio Rodrigues “C”, Gonçalo Pêgas, Bruno Pinto e Xalinho
Treinador: Artur Morais “Xá”
OLHO MARINHO 4
Pina, Rafa “C”, Tiago Costa, Porfírio, Pacheco, Vítor Hugo, Buzuzu, Paulo Fonseca, Chinoby, Xuxu e Carlos Paulo
Treinador: Ricardo Lobão
Ao intervalo: 1-2
Marcadores: Chinoby (6’ e 8’), David Costa (16’), Pedro Rodrigues (35’ p.b.) e Pacheco (39’)
Disciplina: Amarelo a Pedro Rodrigues (7’), Paulo Fonseca (10’), Nini (19’), Pina (28’) e Mesquita (38’)

O Olho Marinho foi à casa do Casal Velho somar a segunda vitória na segunda jornada do campeonato. Os obidenses venceram por 4-1, numa vitória justa, mas cujo marcador não demonstra a incerteza no desfecho e a intensidade do jogo.
Este é, ano após ano, um dos jogos de futsal mais aguardados na região e atrai jogadores, treinadores e amantes de futsal ao pavilhão. Este ano não foi excepção, com a bancada cheia.
Um bom início de jogo anunciava um bom espectáculo, com as duas equipas em busca do tento inaugural. Aos 6’, o Olho Marinho conseguiu desequilibrar a defesa da casa e baralhar as marcações. Chinoby atirou a contar, num remate que ainda desvia num defesa.
Na resposta, Pina negou o empate e logo aos 8’ Vítor Hugo trabalhou bem na direita e cruzou para Chinoby bisar.
O Casal Velho subiu linhas e conseguiu assustar, através de Bruno Pinto, numa jogada em que Castelhano saiu da baliza a jogar e fintou os adversários antes de assistir.
Aos 16’ David Costa, à terceira – depois de dois remates defendidos – conseguiu reduzir e abrir o jogo. Depois do intervalo, Pina e Rui Castelhano deram show a defenderem várias bolas cada um. Buzuzu atirou à barra e pouco depois, num ataque rápido, a bola é centrada pelo chão da esquerda para o meio e acaba por ser Pedro Rodrigues a desviar para a própria baliza. Com cinco minutos por jogar, o Casal Velho tentou tudo com o guarda-redes avançado, mas não marcou e viu Pacheco, a um minuto do fim, a fechar as contas com um remate de longe para a baliza deserta.
A vitória do Olho Marinho foi justa, porque foi mais competente e porque apresentou mais soluções, mas o marcador não espelha o equilíbrio que existiu em grande parte do jogo. Os obidenses estiveram sempre no comando e foram gerindo os destinos, mas os alcobacenses deram muita luta.

OBJECTIVO: MANUTENÇÃO

O treinador do Casal Velho, Artur Morais, conhecido no mundo da bola por Xá, afirmou que “o objectivo é manter o Casal Velho na segunda divisão, nos campeonatos nacionais”.
Numa análise ao plantel, que sofreu muitas e poucas entradas, referiu que entraram os “possíveis”. Realça as dificuldades em termos financeiros de um projecto como o Casal Velho, que não depende de um patrocinador e vive pelo voluntarismo de alguns. “Gostava de ter reforços, mas não consigo, o Casal Velho não consegue, porque hoje em dia há um grande poderio financeiro da parte dos clubes da nossa zona”.

O técnico nota até que “há clubes do distrital que têm um poder financeiro maior que o Casal Velho”, que assim se vê com dificuldades na disputa dos atletas. “Não conseguimos ter uma estabilidade no plantel que nos permita dar continuidade ao trabalho. Desde o primeiro ano que estamos cá, há um atleta que se mantém”. Houve alguns jogadores que saíram e regressaram, mas apenas um se mantém desde então.
O treinador realça que “o grupo de trabalho tem noção das dificuldades que vamos ter esta época” e descreve os jogadores como “rapazes extremamente comprometidos, com uma entrega total aos treinos e aos jogos”. Acrescenta que a equipa técnica está “extremamente satisfeita com os atletas, tanto a nível desportivo como humano. É um prazer treinar estes jogadores”.
Praticamente metade do plantel vem da formação, dando seguimento à política do clube. Ainda assim, Xá realça que “não é fácil um junior que venha do campeonato distrital poder entrar numa equipa sénior dos nacionais”. Na equipa técnica não houve alterações.
“Cada vez mais este é um campeonato competitivo, pelo nível das equipas que cada vez mais se reforçam com jogadores da primeira divisão”, referiu o técnico, que acrescentou que “todos os anos o campeonato tem sido uma luta. Este ano vai ser uma luta ainda maior”.