Roteiro Gastronómico do Oeste – Outono 2012

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IVA de 23% – O garrote da restauração em Portugal

A França, tal como todos os países mediterrânicos, é afamada pela sua alimentação e restauração, que é uma mais valia comum a estes países. No nosso caso, a maioria dos turistas também é atraída pela nossa comida e a maioria dos portugueses que trabalha, pelo menos toma uma refeição diária num bar, café, restaurante, ou cantina.
Este sector criou e mantém também muitas dezenas de milhares de trabalhadores, que desenvolvem uma actividade de bens transacionáveis que captam divisas e que operam no mercado com valores de elevada incorporação nacional.
É, pois, absurda, para não chamar outra coisa, a decisão do actual governo em agravar o IVA da restauração para 23%, o que está a inviabilizar o desenvolvimento deste sector, para não dizer que o está a destruir, sabendo que tem um potencial enorme para a valorização do país.
A manutenção desta taxa nos 23% vai destruir emprego e empresas. E isso não é aceitável, por mais grave que a crise seja, porque estas empresas operam no mercado nacional sujeito a restrições que ainda vão dificultar ainda mais a sua vida. Esta taxa tem de ser diminuída, o que é defendido quer pelos proprietários, clientes e mesmo pela grande parte dos economistas.

JLAS
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