Assunção Cristas diz que o hospital das Caldas não é atractivo para os profissionais de saúde

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Gazeta das Caldas
Assunção Cristas e a presidente do CHO, Elsa Baião | I.V.

Assunção Cristas visitou o Hospital das Caldas no dia 12 de Outubro, já depois de ter reunido com o recém-empossado Conselho de Administração da agora Entidade Pública Empresarial, CHO. A líder centrista alertou para as necessidades deste hospital, onde faltam equipamentos (avaliados em cinco milhões de euros) e recursos humanos.

 

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, veio às Caldas no dia 12 de Outubro para reunir com o novo conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste, presidido por Elsa Baião. A dirigente apontou especialmente à falta de condições de trabalho, com equipamentos obsoletos e referiu que serão necessários equipamentos de cerca de cinco milhões de euros “de maneira a repor o básico”.
Assunção Cristas já antes havia visitado este hospital e nota que há uma constante dificuldade em contratar recursos humanos.
A dirigente nota que as condições trabalho fazem com que “não se torne atractivo vir para este hospital” e demonstrou facilmente a afirmação: no último concurso abriram 25 vagas e só oito foram preenchidas. “Este centro hospitalar não foi capaz de atrair mais profissionais”, disse Cristas, apontando à grave falta de médicos e de enfermeiros.
“É um centro hospitalar que serve 300 mil pessoas e que apresenta carências muito grandes”, salientou, acrescentando que “a transformação jurídica poderá dar uma ajuda”.

Partindo do que havia visto antes das declarações aos jornalistas, na visita ao hospital, a líder centrista disse que na saúde “há uma degradação dos serviços prestados aos doentes. Passámos no serviço de urgência do Hospital das Caldas e vimos as macas encostadas, e não é um dia crítico, apesar de estarem a haver obras”.
A dirigente defendeu que “a saúde não tem sido uma prioridade para o governo”, descrevendo esta área como uma pasta “com muitos anúncios e muito pouca execução”.
Na estratégia dos centristas para este sector, será dada prioridade à eficácia na gestão e aos apoios aos cuidadores informais. A líder do CDS chamou a atenção para as dívidas hospitalares que ascendem a 35 milhões de euros. “É um problema que se tem vindo a arrastar e avolumar com este governo”, afirmou.