Perto de 4000 pessoas do distrito de Leiria assinaram pela constituição da Aliança

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Carlos Poço, antigo militante do PSD, é actualmente o coordenador do distrito de Leiria da Aliança

A Aliança, o novo partido político fundado por Pedro Santana Lopes, já tem representantes em todos os distritos do país. Leiria foi, a seguir a Lisboa, o local onde houve mais contributos para a constituição do partido, com 3800 assinaturas, e actualmente já se encontram a decorrer acções de rua para divulgação das suas propostas, como a que terá lugar em S. Martinho do Porto no próximo domingo.
Definindo-se como um partido personalista, europeísta e solidário, a Aliança irá pela primeira vez a votos nas próximas eleições europeias e apresenta como cabeça de lista Paulo Sande, professor, ex-representante do Parlamento Europeu em Portugal.

Depois de ter perdido as eleições à liderança do PSD para Rui Rio, Pedro Santana Lopes pôs fim a uma militância de 40 anos naquele partido e fundou um novo: a Aliança, que se afirma como “personalista, liberalista e solidário”. Entre os militantes fundadores estão Carlos Poço, antigo deputado à Assembleia da República (2005 – 2009) e ex-presidente da concelhia de Leiria do PSD, afastado da vida política activa há uma década e que decidiu apoiar o novo partido pela “necessidade de intervir politicamente por Portugal”, disse à Gazeta das Caldas. Actualmente coordenador do distrito de Leiria da Aliança, defende que uma das prioridades do partido é o crescimento económico pois daí advêm todas as outras melhorias.
Carlos Poço entende que Portugal neste momento está a ser dirigido por uma “frente de esquerda que está a conduzir-nos para uma situação semelhante à pré-banca rota”. Na sua opinião, não existe preocupação com o crescimento económico e não estão a ser resolvidas questões fundamentais como o acesso à saúde, educação e melhoria das condições de vida das pessoas.
A Aliança quer fazer a diferença e entre as prioridades, a nível distrital, está a abertura da base aérea de Monte Real à navegação civil, “que é muito importante para fomentar o crescimento económico”, defende o leiriense. O novo partido defende também uma solução integrada de turismo que valorize a região, uma maior aposta no mar e a resolução do problema da Linha do Oeste e da ferrovia, a nível nacional.
Leiria foi, a seguir a Lisboa, o segundo distrito com mais contributos para a constituição do partido, com a recolha de 3800 assinaturas. Carlos Poço participou nessas acções e sentiu que as pessoas “estão muito disponíveis para ouvir novas ideias e cansadas das propostas que existem dos partidos clássicos”. Este responsável acrescenta que recolheram assinaturas de pessoas que eram simpatizantes de todos os partidos, inclusive do PCP e do BE.
Também nas Caldas há apoiantes da Aliança, entre elas Edite Mendes. Actualmente com 62 anos e reformada, esta caldense de adopção, começou por ir com o marido às reuniões e identificou-se com os princípios e o projecto político deste partido. Estreante nas andanças da política, Edite Mendes faz parte da direcção política nacional da Aliança e diz estar a “adorar a experiência e expectante com os resultados” que venham a obter. Referindo-se a Paulo Sande, considera ser um bom candidato às eleições europeias. “É um grande conhecedor da Europa e dos seus problemas e não é um político de carreira”, salienta à Gazeta das Caldas.

Mobilizar as pessoas desacreditadas da política

A apoiante caldense, Edite Mendes, com o candidato às Europeias, Paulo Sande

A Aliança irá pela primeira vez a votos a 26 de Maio, apresentando Paulo Sande como cabeça de lista ao Parlamento Europeu. Um dos principais objectivos, de acordo com Carlos Poço, é mobilizar as pessoas que estão desacreditadas da política, os abstencionistas, a participar nestas eleições. Reconhece que são um partido muito recente e que embora tenham tido um primeiro congresso (em Évora) com bastante visibilidade, ainda precisam de trabalhar a sua notoriedade.
“Como somos pequenos não somos chamados aos debates com os partidos que já têm assento na Assembleia da República, o que dificulta ainda mais o acesso à informação do partido”, explica, acrescentando que estão a dinamizar acções de rua. No passado fim-de-semana estiveram em Alcobaça numa Conversa de Café e no próximo domingo estarão em S. Martinho do Porto.
Nas eleições europeias irão sozinhos a votos, mas já fizeram a proposta ao PSD e CDS-PP de fazer uma coligação pré-eleitoral “para potenciar os votos e evitar que continuemos a ser governar por uma frente de esquerda”, diz Carlos Poço. Contudo, os dois partidos desmarcaram-se desta pretensão. “O PSD está à espera dos resultados das eleições para ver se vai apoiar, ou não, o PS”, disse, criticando o partido liderado por Rui Rio de não se saber posicionar num terreno claro.
Carlos Poço diz que continua a haver disponibilidade de coligação com os partidos à direita, mas descarta qualquer tipo de aliança com a esquerda.