Reabilitação dos Pavilhões do parque

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O PS de Caldas da Rainha congratulou-se com o lançamento do programa REVIVE que permitiu a reabilitação de edifícios públicos degradados. Os “Pavilhões do Parque” são emblemáticos para os/as caldenses, infelizmente encontram-se há vários anos em estado de abandono, constituindo mesmo um perigo pelo risco de desabamento. Perante esta situação, ninguém pode deixar de estar satisfeito pela possibilidade de reabilitar, reconverter e valorizar não só os pavilhões como o espaço envolvente.
O projeto apresentado pela Visabeira, para construção de uma unidade hoteleira de 5 estrelas, mereceu-nos assim e à partida total confiança e grande satisfação. O Partido Socialista das Caldas da Rainha tem acompanhado a implementação do projeto, pois independentemente de não haver qualquer dúvida em relação à necessidade de reabilitar os pavilhões, tal deve ser feito de forma a respeitar o património histórico da cidade assim como o seu futuro. Sempre exigimos do executivo camarário que negociasse com o promotor, pois entendemos que este é o seu dever enquanto representante de todos/as os/as munícipes.
O PS tem-se batido por aquilo que entende ser o mais adequado na defesa do interesse público, tratando-se de património de relevo local e nacional, procurando conciliar o interesse público com o interesse do promotor. Destacamos 5 aspetos contidos no anteprojeto, relativamente aos quais nos opusemos desde a primeira hora:
1 – Estacionamento subterrâneo, junto ao Largo Rainha D. Leonor;
2 – A entrada do Hotel pelo Céu de Vidro (principal entrada para o Parque);
3 – Consequente privatização do mesmo. Para além da oposição do PS, esta intenção mereceu um movimento popular de contestação, ao qual o PS se associou, que recolheu algumas centenas de assinaturas;
4 – O aumento de 1 piso da antiga Casa da cultura;
5 – O aumento da área de implantação da antiga Casa da Cultura.
Com a oposição do PS e de centenas de caldenses, destes 5 aspetos apontados foi possível que se recuasse em 4 deles, demonstrando uma eficaz e salutar articulação entre o poder público e o privado, mas com ganhos para ambas as partes:
1 – Desistiram do estacionamento subterrâneo, o que claramente seria um atentado numa cidade termal cuja riqueza reside nos seus aquíferos;
2 – Deixou-se de prever mais um piso em altura na antiga Casa da Cultura;
3 – Deixou de haver o aumento da área de implantação da Casa da Cultura;
4 – A não privatização do Céu de Vidro.
A primeira versão do projeto previa, para compensação da área de construção que o promotor abdicou na Casa da Cultura, a construção de um novo edifício ao lado dos pavilhões (local onde se localizava o antigo Salão Ibéria) cuja cércea era, no nosso entender, exageradamente alta e impactante e os materiais desenquadrados (pedra/betão cor de tijolo). Previa ainda uma ligação do Céu de Vidro ao primeiro pavilhão (entrada do hotel) que era um autêntico cubo cego, no mesmo material do novo edifício, eliminando esta entrada/saída do parque.
Sobre estes dois aspetos o PS manifestou total desacordo, tendo sido revisto o projeto que, nesta última versão, baixou consideravelmente a cércea do novo edifício, alterou a cor do material a utilizar e a ligação do Céu de Vidro ao primeiro pavilhão passou a ter igualmente parte em vidro. Mais uma vez valeu a pena lutar e exigir aquilo que entendemos ser o melhor para a cidade.
A evolução positiva do projeto deixa-nos satisfeitos, o promotor tem vindo a acolher as críticas e sugestões que acima lhe apontamos, mas ainda assim devem ser alterados os seguintes aspetos:
– A entrada para o hotel deveria ser feita não no largo do Termal (junto ao Hospital), mas na “parada”, em nada prejudicaria o hotel e se entendermos que o Hospital Termal há de ser revitalizado, aquele espaço não será o mais adequado;
– Não deveria ser eliminada a entrada/saída do parque entre o Céu de Vidro e primeiro pavilhão quer para usufruto das pessoas quer por razões de segurança;
– O novo edifício deveria ter materiais com maior leveza do ponto de vista do seu enquadramento urbanística, com vidro/transparência em vez de cimento/betão.
Continuaremos a trabalhar em prol do superior interesse da população, sabendo, como referimos, o quanto esta reabilitação dos Pavilhões do Parque é essencial para a cidade, não obstante, nunca abdicaremos de lutar por aquilo que entendemos ser o melhor para os/as caldenses.

A Comissão Política Concelhia do PS de Caldas da Rainha