Simulacro na Escola Básica e Secundária Fernão do Pó

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Gazeta das Caldas
| D.R.

Um abalo sísmico provocou esta segunda-feira, dia 16 de abril de 2018, o desabamento de várias partes do edifício da Escola Básica e Secundária Fernão do Pó, no Bombarral, provocando cinco feridos.
Este foi o cenário criado para mais um simulacro promovido pelo Agrupamento de Escolas Fernão do Pó com o intuito de preparar toda a comunidade escolar a agir da maneira mais correcta em situações de emergência.
Contrariamente ao habitual, desta feita o exercício realizou-se durante o intervalo das aulas, com alunos no interior e no exterior do edifício, o que fez com que os estudantes tivessem de “adaptar as rotinas e os procedimento que já interiorizaram a uma realidade que pode perfeitamente acontecer”, como explicou o diretor do AEFP, Emanuel Vilaça.
O exercício envolveu as várias entidades ligadas à Protecção Civil, como foi o caso dos Bombeiros Voluntários do Bombarral, que se deslocaram até ao local com 18 bombeiros e seis viaturas.
A Guarda Nacional Republicana esteve envolvida com sete elementos do posto local, que procederam ao corte do trânsito nas imediações do edifício escolar, com um elemento da Escola Segura e uma equipa cinotécnica, para a realização das buscas no interior do edifício.
O simulacro contou ainda com a participação da Câmara Municipal, que fez deslocar até ao local uma retroescavadora e um camião para a remoção e transporte dos detritos.
No exercício estiveram igualmente envolvidos os alunos que compõem o Grupo de Primeira Intervenção do AEFP, cuja missão passa pelo reconhecimento e disponibilização de informação às forças de segurança.
Na hora de fazer o balanço, Emanuel Vilaça considera que o simulacro “correu bastante bem, tendo em conta o cenário criado”, embora existam “algumas arestas por limar”.
Analisando a reacção dos alunos no momento em que foi dado o alarme, Alberto Claudino, professor responsável pela área de protecção civil, considera ser necessário uma melhor preparação para este contexto, porque “a maior parte dos alunos não reagiu da forma que devia ter reagido em caso de sismo, tendo-se comportado como se fosse uma evacuação normal”.

Presente no evento, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Fernandes, sublinhou a relevância da realização destas iniciativas, destacando o seu papel didáctico e de prevenção junto dos alunos, permitindo-lhes adquirir competências muito importantes no que diz respeito à segurança.
Outro dos aspectos positivos a reter deste género de exercícios, segundo o diretor do AEFP, prende-se com o facto de serem uma “oportunidade para desenvolver nos alunos uma cultura de segurança”.
Por outro lado, permite “simular o envolvimento de todos os meios de socorros e a articulação entre as várias entidades de protecção civil”, salientando Emanuel Vilaça que neste caso também foi adoptado um procedimento diferente do habitual, tendo o alerta sido dado através da linha de emergência 112.
Igualmente importante é a partilha de experiências que estes exercícios proporcionam as várias entidades, uma vez que “tendo funções e experiências diferentes, acabam por aproveitar estas oportunidades para partilhar conhecimentos”.
“Todos nós, enquanto comunidade, ficamos a ganhar, saindo reforçados naquilo que é a segurança e a prevenção”, sublinhou o docente.
“A realização regular destes exercícios, a proximidade com os bombeiros, a preocupação de que algo pode correr mal e de que nos devemos saber comportar em situação de emergência é uma mais valia que os miúdos levam para a vida”, concluiu Alberto Claudino.
Por fim, é ainda de referir que o simulacro coincidiu, propositadamente, com o primeiro dia do encontro do projecto Erasmus+ “European Olympics”, que está a decorrer no Bombarral. Nesse sentido o exercício acabou por envolver professores e alunos oriundos dos países europeus envolvidos neste projecto: Bulgária, Espanha e Eslovénia.

Agrupamento de Escolas Fernão do Pó