Uma experiência no hospital das Caldas

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No dia 23 de Dezembro fui hospitalizado em Cirurgia no Centro Hospitalar de Caldas da Rainha. Como não foi a primeira vez que passei por este Hospital, confesso que temi vir a repetir as experiências anteriores que foram francamente más – uma em Março de 2012 e a outra em Abril de 2015.
Quando as coisas nos correm mal, seja em que Serviço Público for, sobretudo quando pensamos ter identificado o chamado “culpado”, toca a ir para os Jornais e para as Redes Sociais protestar, muitas vezes carregadinhos de razão.
E se no caso dum Hospital, a todos os níveis e em relação a todas as equipes que nos assistem, em particular a médica, passando pela enfermagem e a auxiliar até à responsável pela alimentação, sentimos que há profissionalismo e uma imensa simpatia em todas elas, é mais do que justo que lhe teçamos um rasgado elogio.
Foi o meu caso, não citando nomes em particular para não cometer a injustiça do esquecimento e o da desvalorização do trabalho de equipa.
Esta ideia de contrariar o malvado hábito de “só dizer mal” não foi minha, porque, reconheço, tenho mais feito parte do primeiro grupo que do segundo, mas da minha terapeuta de Fisioterapia do Hospital Termal a quem agradeço.
Embora continuando a não citar nomes, cabe-me destacar o acompanhamento médico permanente, presencial e com recurso a análises regulares, nunca se furtando ao diálogo e às explicações por mim solicitadas mesmo às questões mais “básicas”. Aquilo que distingue o trabalho impessoal e distante dum trabalho de proximidade gerador de confiança, fundamental para a recuperação, foi experienciado por mim nestas duas semanas. O Serviço Nacional de Saúde no seu melhor.
Seria injusto não referir o trabalho paciente das equipes de enfermagem e das auxiliares. Para além do profissionalismo – sente-se que a empatia permanente com os doentes, também tão necessária para gerar confiança, tem origem na sua disponibilidade e nos seus rasgados sorrisos, que nem sempre questionamos quando estamos doentes e fragilizados, se correspondem ao seu verdadeiro estado de espírito, ou a uma forte vontade de deixar os problemas, ou quase todos, à porta do Hospital.
Carlos Mendonça