Auto Júlio tem projeto de 10 milhões de euros para São Cristóvão

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António Júlio no local onde está prevista a construção da nova sede da Auto Júlio | DR

António Júlio, CEO do Grupo Auto Júlio, diz que não está em causa a mudança da sede da empresa, apesar do investimento em Torres Vedras

O Grupo Auto Júlio está a preparar a construção de uma nova sede no antigo campo de futebol de São Cristóvão e o projeto é mesmo para avançar, garantiu à Gazeta das Caldas o CEO do grupo económico caldense, António Júlio.
“Independentemente do esforço financeiro que fizemos em Torres Vedras, não abandonamos o projeto das Caldas, que se mantém e temos confiança de que será implementado”, disse o empresário, que descarta a hipótese de uma mudança da sede da empresa para esse concelho.
“A empresa nasceu em São Cristóvão e o nosso desejo e objetivo é que continue aqui”, sustentou.
O empresário não divulga qual o montante do investimento em Torres Vedras, mas refere que foram “alguns milhões de euros” e que esse investimento pode é levar a que a implementação do projeto nas Caldas possa ser feito “mais lentamente do que faríamos se não tivéssemos comprado essas instalações”. De resto, António Júlio refere que a empresa tem vindo a alienar património para financiar o projeto da nova sede em São Cristóvão, que representará um investimento superior a 10 milhões de euros.

Modernizar e ampliar a oficina e eliminar telhados de amianto é a principal prioridade

O novo edifício concentrará todas as áreas de negócio que a empresa tem nas Caldas da Rainha e o plano da empresa é que seja feito de forma faseada.
António Júlio adianta que o principal problema com as instalações atuais de São Cristóvão é a oficina, nomeadamente a cobertura, que contém amianto. “Mudar o telhado obriga a parar toda a atividade e não o podemos fazer, e sentimos pressão dos importadores para criar condições que as marcas exigem e que não podemos criar naquele espaço”, explicou António Júlio.
Outro problema é a antiguidade das instalações, e o facto de terem vindo a ser acrescentadas de forma faseada. “Ao longo destes 30 anos temos feito remendos e estas instalações não aguentam mais esse tipo de intervenção”, refere António Júlio, acrescentando que o posto de combustíveis Galp, que é ainda mais antigo, sofre o mesmo tipo de problemas.