Caldense está na administração de empresa de energias limpas

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Luís Castelo Branco mantém uma ligação forte às Caldas da Rainha

Luís Castelo Branco surge ligado à Greenvolt, empresa de João Manso Neto que está a pontenciar o mercado das energias alternativas. E integra conselho de adminstração da Profit Energy

 

Há um caldense num dos projetos empresariais mais badalados no panorama nacional nos últimos meses, a Greenvolt, empresa do grupo Altri que começou atividade no ramo da produção de energia elétrica a partir de biomassa, mas que tem alargado a abrangência no ramo das renováveis. Luís Castelo Branco é assessor da administração da Greenvolt e integra o conselho de administração de uma das subsidiárias, a Profit Energy.
Luís Castelo Branco, de 55 anos, tem ligação às Caldas da Rainha pelo lado da família materna. Lembra-se de passar férias desde muito novo na cidade termal e mantém a casa da família, que frequenta com assiduidade, no centro histórico da cidade.
Fez formação na área financeira e trabalhou na banca até 2020, pouco depois de, em finais de 2019, ter abraçado um projeto com a esposa, Anica, no qual gere dois centros de mergulho, em São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, nos quais desenvolvem, igualmente, projetos ligados à preservação da natureza.
Esta ligação ao oceano remete para o interesse que sempre teve com temas como a sustentabilidade. Daí ter aceite o desafio de João Manso Neto, presidente executivo da Greenvolt e que já conhecia do tempo em que este era CEO da EDP Renováveis, para dar o seu contributo a este projeto direcionado às energias alternativas.
A Greenvolt começou por ser um projeto do Grupo Altri para produção de energia elétrica a partir de biomassa, então com a denominação de Bioelétrica da Foz. A entrada de Manso Neto revolucionou a Greenvolt, que se tornou, em setembro, a primeira empresa nacional com emissão em bolsa nos últimos anos.
Além das cinco centrais de produção de biomassa que já operava, a Greenvolt tem vindo a investir noutras iniciativas ligadas às energias alternativas, como foi o caso da aquisição da Profit Energy, uma empresa que tem grande enfoque nos sistemas solares fotovoltaicos.
Luís Castelo Branco realça que a Greenvolt surge como uma empresa “com grandes ideias”, que pretende expandir “para novos projetos em que possamos ser valor acrescentado”, sempre na área da produção de energia limpa. “Este setor tem que ser o futuro e tem muito potencial. Nesta questão da energia, ou destruímos o planeta, ou encontramos alternativas”, atira.
A sociedade tem uma procura por energia elétrica maior e a tendência será para que a curva se mantenha no sentido ascendente, por exemplo, com o advento do automóvel elétrico. “Se não fizermos nada, continua a ser necessária eletricidade a partir de combustíveis fósseis, o que é pior que a realidade que temos hoje”, alerta.
Além disso, Luís Castelo Branco realça que é urgente inverter a escalada recente do preço da energia elétrica. “O KWh está em valores estratosféricos. Apesar disso não ser ainda muito falado em Portugal, é dos temas que mais se discute em Espanha. É necessário apostar em energia mais barata”, afirma.
A energia fotovoltaica, que a Profit Energy trabalha em particular, tem um potencial enorme, uma vez que Portugal e Espanha são os dois países com maior exposição solar, mas ainda é uma energia com baixa penetração. “É preciso desburocratizar e apoiar as famílias e as empresas”, adianta.
Esse é um trabalho que a Profit Energy se propõe fazer, com um modelo que permite instalar sistemas de autoconsumo “com muito pouco ou nenhum investimento”, uma vez que apresenta soluções de financiamento em que equipamento é pago com uma percentagem da poupança gerada pelo próprio sistema, conclui. ■