Construção e comércio lideram criação de empresas na região

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As construtoras e as imobiliárias são as empresas que têm melhor saldo entre criação e extinção de empresas

Região tem mais 758 empresas do que em 2022. Torres Vedras e Alcobaça têm melhor saldo entre criação e extinção

O ano de 2023 terminou e todos os dados apontam para que tenha sido um ano muito positivo para a economia da região. Os indicadores apontam para um ano recorde ao nível das exportações, nas quais a agricultura e a transformação de produtos alimentares têm um papel importante. O turismo também se prepara para registar novos máximos. Mas há outro indicador que aponta para vitalidade da economia da região, a constituição e dissolução de empresas, que até novembro de 2023 apresenta um saldo de 758 empresas, ou seja, o tecido empresarial da região cresceu.
Na base desse crescimento está a criação de novas empresas. Nos primeiros 11 meses do ano que terminou foram constituídas 1400 novas empresas, mais 6,5% do que no mesmo período de 2022. Este é já o maior número de registos de novas empresas na região desde que o Instituto Nacional de Estatística compila estes dados (2008). Ainda com o mês de dezembro por analisar, são já mais 76 empresas do que em todo o ano de 2022, e mais 71 do em 2019, ano no qual se tinha registado o anterior máximo.
As dissoluções também cresceram e num ritmo mais acelerado, até porque em 2022 o número de empresas extintas foi muito baixo na região. No total, foram extintas 652 empresas na região entre janeiro e novembro de 2023, mais 77,2% do que no período homólogo de 2022.
Dois setores de atividade reclamam a liderança no que a constituição de novas sociedades diz respeito. A construção é o setor com maior número de novas empresas nos primeiros 11 meses de 2023, com 213 novas empresas, mais duas do que o comércio. O alojamento e restauração é o terceiro setor com mais novas empresas (166). A fechar o top 5 estão as atividades imobiliárias, com 140 novas empresas, e as atividades de consultoria científicas, técnicas e similares logo atrás.
Já ao nível do saldo entre novas empresas e extinções, a construção continua a liderar (138). As atividades imobiliárias apresentam um saldo de 100 empresas entre criadas e encerradas, mais duas do que os transportes e armazenagem, o terceiro setor com melhor saldo.
Curiosamente, dois dos três setores com mais novas empresas têm também maior número de dissoluções. Nenhum setor se aproxima do comércio, que viu 173 empresas fecharem na região nos primeiros 11 meses de 2023. O alojamento e restauração chega às 74, mas é de esperar que este número dispare em dezembro devido à nova legislação para o alojamento local.
No que diz respeito aos concelhos, Torres Vedras é o que apresenta maior número de novas empresas no período em análise, 350 no total. É também o concelho com maior saldo, com um acréscimo de 200 empresas em relação ao mesmo período de 2022.
Duzentas é o número de novas empresas nas Caldas da Rainha, o segundo concelho com mais novas constituições de empresas, mais quatro do que Alcobaça, que é o terceiro concelho com mais novas empresas no Oeste, e mais 40 do que Alenquer.
Contudo, estes dois concelhos superam Caldas da Rainha no saldo entre constituições e dissoluções de empresas. Alcobaça tem um saldo de 107 empresas, Alenquer tem 85 e Caldas 80. Todos os concelhos da região apresentam uma variação positiva no número de empresas ativas. O Cadaval e Óbidos têm os saldos mais baixos entre criação e extinção de empresas, 8 e 18, respetivamente. ■