Crédito Agrícola assinala 110 anos nas Caldas, Óbidos e Peniche

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O Conselho de Administração ao centro, com João Correia da Silva (vogal), Luís Manuel Soares (presidente) e Cristina Lage Lourenço (vogal), acompanho dos presidentes do Conselho Fiscal, Domingos Ângelo, à esquerda, e da Mesa da AG, José Fernando Pereira, à direita

Instituição manteve subida da carteira de crédito em 9% e vai apresentar aos associados um resultado positivo próximo de 1,7 milhões de euros

 

O Crédito Agrícola Mútuo (CAM) das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche assinalou, na passada segunda-feira, 110 anos da fundação. A entidade bancária que se distingue pela proximidade com a sua comunidade prepara-se para apresentar aos associados um resultado líquido próximo de 1,7 milhões de euros para o exercício de 2022, muito próximo do registado no ano anterior. É este equilíbrio na gestão que tem contribuído para que o Crédito Agrícola seja uma das instituições financeiras de referência na região e no país.
Para assinalar as comemorações, a administração da CAM visitou as 12 agências do banco nos três concelhos, nas quais os clientes foram recebidos com bolo de aniversário e ginja para brindar, numa ação que também sublinha a relação de proximidade que a instituição mantém com os clientes.
“Costumamos dizer que estamos onde os outros não estão, identificamo-nos como banca de proximidade e continuamos a fazer um grande esforço para manter as agências das freguesias”, realça o presidente do Conselho de Administração, Luís Manuel Soares.
O CAM das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche vai reunir em Assembleia geral no próximo dia 31 de março e a administração prepara-se para apresentar um resultado líquido do exercício de 2022 positivo em perto de 1,7 milhões de euros. “Houve uma ligeira redução em relação a 2021, mas pouco expressiva tendo em conta o ano que foi, com todas as crises”, refere Luís Manuel Soares. O principal obstáculo foi a subida das taxas de juro, “que criaram aqui alguma dificuldade no cumprimento da prestação por parte dos clientes, uma vez que viram a prestação subir com alguma expressão”, o que se juntou com uma inflação “bastante expressiva”, acrescenta.
A carteira de crédito, o principal produto dos bancos, manteve no ano passado a linha ascendente. “Estamos a crescer cerca de 9% ao ano em termos médios, nos últimos dois anos”, revela Luís Manuel Soares. Mesmo assim, “para aquilo que são as necessidades, precisamos de mais”, adianta.
Do crédito concedido pela CAM das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche, cerca de 17% corresponde a financiamento a empresas de agricultura e pescas. Este número representa também a quota de mercado nos três concelhos.
Luís Manuel Soares acredita que a subida das taxas de juros vai ter impactos no crédito, para a banca e para os clientes, mas salienta que o CAM está “preparado para essas dificuldades”. Mais do que nas empresas, é nas famílias que mais teme que surjam problemas, mas Luís Manuel Soares realça que o processo de avaliação de taxas de esforço “dá alguma folga”. Mesmo assim, é importante a subida estaque. “Nos últimos dias já se verificou uma estagnação, mas os mercados são muito voláteis”, salienta.
Dentro da própria instituição, o conselho de administração já implementou medidas para balancear o aumento do custo de vida. Os colaboradores da cooperativa receberam, em dezembro, um complemento extraordinário de 750€. “Além disso, isentámo-los do preçário e também fizemos muitas parcerias, para que também os nossos clientes e associados possam beneficiar de descontos que essas entidades oferecem”, realça Cristiana Lage Lourenço, vogal do Conselho de Administração.
Sob o atual contexto, o principal desafio para este ano “é manter o balanço equilibrado, porque é dessa forma que conseguimos passar pelas várias crises sem apoios externos”, refere Luís Manuel Soares.
Se, por um lado, este lado conservador, com ativos com menor rentabilidade, mas também com menos risco, tem permitido ao Crédito Agrícola ter a estabilidade, por outro tem vindo a modernizar tanto ao nível da oferta de produtos, quer pela digitalização, chegando a um público cada vez mais abrangente, incluindo o mais jovem, ao qual tinha mais dificuldade em chegar. Isto inclui a banca digital, na qual o Crédito Agrícola foi pioneiro ao lançar a primeira conta totalmente digital, a Moey.
Além da proximidade com o cliente local, o Crédito Agrícola também um papel ativo nas comunidades. “Tudo o que nós acrescentamos em termos de valor, fica nos concelhos e é também a grande diferença para a banca”, realça Luís Manuel Soares. Essa proximidade inclui o apoio social e à cultura, que faz nos três concelhos nos eventos principais, mas também à atividade das coletividades.
Atualmente com 63 colaboradores, o CAM das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche conta com perto de 5800 associados ativos e tem dois balcões nas Caldas da Rainha, um deles a sede da instituição, e ainda em Santa Catarina, Alvorninha, A-dos-Francos, Foz do Arelho, Óbidos, Usseira, Peniche, Atouguia da Baleia, Ferrel e Serra d’el Rei. E as freguesias que não estão servidas por agências, o Crédito Agrícola tem instaladas caixas ATM. ■

A equipa da agência sede nas Caldas da Rainha