Empresa caldense Omnilog criou soluções informáticas para a fruticultura

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“As empresas não são todas iguais e pretendemos sempre respeitar as particularidades do cliente”, diz o director da Omnilog, Luís Vicente

A central fruteira Frutalvor consegue ter acesso ao “bilhete de identidade” da fruta, desde o campo ao consumidor final. O processo é possível através da solução de código de barras, criada e implementada pela empresa caldense Omnilog, Lógica e Informática Lda.

O sistema integrado, que começou a ser implantado há cerca de um ano, inclui as áreas da contabilidade e gestão da central fruteira, permitindo controlar as diversas áreas de trabalho e garantir a rastreabilidade máxima.

“Esta solução permite-nos ter acesso, em tempo real, a toda a informação da produção e funcionamento da central, permitindo-nos melhorar a eficiência”, explica Carla Simões, responsável pela gestão da Frutalvor.

Outra das características desta solução é a mobilidade, que permite que as operações em armazém possam ser registadas, de modo informático, no momento em que ocorrem. Por exemplo, na altura em que arrumam a fruta numa câmara frigorifica, o registo informático é feito logo pelo próprio trabalhador e não por um quadro técnico.

Carla Simões destaca que se trata de um sistema “muito intuitivo” e que foi facilmente assimilado pelos trabalhadores.

A Frutalvor investiu neste sistema integrado cerca de 20 mil euros (incluindo toda a componente de software e hardware).

A Omnilog já possuía algumas soluções nesta área, mas procura que o cliente mantenha as características da sua operação. “As empresas não são todas iguais e pretendemos sempre respeitar as particularidades do cliente”, afirma Luís Vicente, director da Omnilog, que adequa cada solução a um caso específico.

O responsável diz mesmo que cada vez mais será importante para as empresas terem um factor de diferenciação entre elas, destacando que a ferramenta de gestão deve permitir, ou até potenciar, essa distinção.

Com a experiência que foram adquirindo no sector, foi-lhes permitido desenvolver estas soluções para ser utilizadas pela maior parte dos operadores. “Não é preciso grande formação, a ferramenta tem que ser simples e, no caso de haver alguma rotatividade de pessoas, a própria formação já é dada internamente pelo próprio cliente. Não é necessária sequer a nossa presença”, explica Luís Vicente.

A Omnilog foi fundada em 1994 com o propósito de desenvolver software que abrangesse os vários sectores das organizações e de forma integrada. Esse objectivo mantém-se e, mais recentemente, com o aparecimento de outras tecnologias, acrescentaram às soluções a mobilidade, a RFID (identificação através de rádio frequência) e o cloud computing (conceito computação em nuvem).

Os primeiros projectos que a Omnilog desenvolveu ao nível da mobilidade foram na área dos transportes e actualmente têm em curso um projecto para uma farmacêutica, em que as suas equipas de manutenção poderão registar todas as operações em tempo real.

“É a pessoa que está a fazer o trabalho, que regista e que tem a responsabilidade pelo que está a ser feito”, explica Luís Vicente.

Actualmente trabalham na Omnilog seis pessoas, mas a parte contabilística e administrativa da empresa é feita em outsourcing.

A empresa está agora a estudar parcerias com o mercado espanhol para desenvolver estas soluções e está a ponderar abrir, a curto prazo, uma delegação noutra zona do país.