Fusão das Caixas Agrícolas da Lourinhã e Cadaval em estudo

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Associados da Caixa de Crédito Agrícola da Lourinhã tomaram conhecimento, em Assembleia Geral, das negociações com a Caixa de Crédito Agrícola do Cadaval

Futuro das Caixas Agrícolas passa pela fusão e, caso os sócios dêem luz verde nas assembleias gerais, o negócio concretiza-se durante este ano

A região Oeste pode assistir nos próximos meses a mais uma união das Caixas Agrícolas com a fusão das cooperativas da Lourinhã e Cadaval. As negociações estão neste momento a decorrer no bom sentido entre os dois conselhos de administração e é expectável que no final deste primeiro trimestre os sócios das duas caixas de crédito sejam chamados a aprovarem a operação.
Segundo revelou o presidente da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Lourinhã, José Alfredo, durante a última assembleia geral da instituição, a própria Caixa Central que gere com as associadas o Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo (SICAM), “vê com muitos bons olhos” esta fusão no Oeste, a exemplo do que ocorreu na década de 90 do século passado com as caixas agrícolas de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche.
A fusão das caixas agrícolas da Lourinhã e do Cadaval representa uma oportunidade de crescimento e reforço no seio do Grupo Crédito Agrícola. O balanço consolidado realizado pela cooperativa bancária lourinhanense e apresentado aos seus sócios por José Alfredo, apurou que a junção passaria de um ativo de 300 milhões para 580 milhões de euros, enquanto que os depósitos subiriam para 480 milhões e um capital próprio de 55 milhões. “Esta fusão vai permitir sermos maiores e ganhar grandeza. Com estes números entrávamos diretamente para o ‘top 10’ e ‘mordíamos os calcanhares’ ao ‘top 5’ das maiores caixas agrícolas do país”, destacou.
Segundo o líder da Caixa Agrícola da Lourinhã, a sua congénere do Cadaval tem tido nas últimas duas décadas uma gestão muito semelhante á sua, sendo uma instituição bancária “que não tem grandes riscos, pois tem sido administrada com prudência e rigor”, mas que em relação à Lourinhã representa um terço dos valores em termos globais, nomeadamente quanto aos montantes movimentados e créditos concedidos. O estudo que foi feito destaca os capitais próprios da cooperativa bancária cadavalense, que ascendem a mais de 20 milhões de euros.
As fusões das caixas agrícolas no país continuam a avançar a um ritmo muito elevado. Depois da junção de Ansião a Pombal e Oliveira do Hospital à CCAM Serra da Estrela, neste início de ano deverá concretizar-se as fusões de Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo na CCAM Costa Azul. Já em Julho último tinha ocorrido a integração de Vila Franca de Xira com Arruda dos Vinhos, que ainda assim representa um terço do valor da Caixa da Lourinhã. “Caso o Cadaval se junte à Lourinhã, podemos mais tarde integrar a Caixa do Sobral de Monte Agraço, que se não for integrada vai desaparecer no futuro”, antevê Alfredo Santos. Fica depois em aberto e para mais tarde a anexação da Caixa da Azambuja, que confina com o concelho do Cadaval e garante a continuidade geográfica.
Com a fusão, a presidência pertencerá à cooperativa bancária da Lourinhã, pesando assim a dimensão económica de cada uma. ■